Curso de Expressão Verbal

Vença o medo de falar em público

Sinopse

Você já sentiu medo de falar em público?

Já esteve, ou se imaginou, diante de uma plateia silenciosa aguardando sua mensagem, o coração batendo forte, as pernas tremendo, as mãos suando e a voz enroscada na garganta?

Então, acabe de vez com esse sofrimento, descobrindo as causas do medo de falar em público e escolhendo as atitudes mais apropriadas para combater cada uma delas. Torne-se um orador tranquilo e desembaraçado diante de qualquer plateia.

 

Resenha

Vença o medo de falar em público.
Sob medida para tímidos, inseguros e seguros 
O livro de Reinaldo Polito, Vença o medo de falar em público, é uma obra estimuladora que parece ter sido feita sob encomenda para os tímidos, envergonhados e inseguros. E para os seguros também. Estudantes ou profissionais atuantes encontrarão orientações claras, dicas 'espertas', exercícios renovadores e vias de acesso salvadoras, para as mais diversas ocasiões e necessidades relacionadas ao dia a dia profissional e social.

Polito trata de questões cruciais para o sucesso das pessoas em suas apresentações. Aborda, com total segurança, pontos fundamentais como o medo, seus mecanismos e a forma apropriada para combatê-lo; a falta de prática em falar em público e sua relativa importância para a apresentação; e relaciona uma gama de exercícios de relaxamento que reforça, mais ainda, a condição de confiança do apresentador. Cuida também, com a devida atenção, de pontos relacionados à técnica de apresentação, com dicas de aprimoramento, de conquista de plateia e de aperfeiçoamento da voz, do vocabulário e da expressão corporal. O CD de áudio que acompanha o livro é um complemento especial para orientar no desenvolvimento da comunicação e no combate ao medo de falar.

Como observa o psicoterapeuta, escritor e conferencista Flávio Gikovate, no prefácio: 'O livro que vocês vão ler sugere rotas, passos a seguir. Minha experiência psicoterápica com vários tipos de fobias e medos irracionais é categórica no sentido de nos informar que a simples discussão acerca das causas do medo não tem eficácia nenhuma. Para que uma pessoa perca o medo de viajar de avião, é necessário que ela entre no avião e que ele decole com a pessoa dentro. Todo o trabalho psicológico preliminar tem que ter como objetivo criar as condições para que esse evento ocorra o mais rápido possível. Para perder o medo de falar em público, o processo é igual. E ninguém melhor do que o professor Polito para nos ensinar as etapas a serem ultrapassadas. A leitura deste delicioso texto será, tenho certeza, de enorme valia para quem a ele se dedicar'.

A importância do livro de Polito pode ser constatada em todas as circunstâncias. Com a globalização, a competitividade econômica se tornou internacional e as empresas foram obrigadas a atuar, fortemente, no desenvolvimento de seus funcionários, algo considerado estratégico para a sobrevivência de seus negócios. A entrada de novos colaboradores também é objeto de enorme cuidado.

Como dirigente da ONG Via de Acesso, que tem como objetivo a capacitação e a inserção dos jovens no mercado de trabalho, noto que nas empresas que possuem programas de estágio, em sua maioria interessadas em formar quadros a partir desses programas, a admissão é tratada com muita atenção e intensa exigência. Quando abrem oportunidades de estágio para estudantes, apresentam um elenco de exigências em termos de habilidades e competências, e, independentemente da formação acadêmica, a comunicação verbal tem lugar obrigatório nos processos seletivos, sendo observada essa capacidade pelos recrutadores com especial interesse. Tem sido, portanto, fator de eliminação de bons candidatos, excelentes técnicos, porém introvertidos e calados. Por isso, damos especial importância ao desenvolvimento da expressão oral em nossos programas de capacitação dos jovens estudantes.

A exigência da comunicação verbal é facilmente entendível. As empresas têm cada vez mais valorizado essa habilidade em seu corpo de colaboradores porque não há tempo para identificar junto aos tímidos, envergonhados e inseguros quais das suas boas ideias, propostas e projetos que podem ser implementados em favor de seus negócios. A vida corporativa é muito competitiva.

Por outro lado, vem se tornando comum no cotidiano empresarial a interação e participação de todos no core business das organizações, em maior ou menor grau, com cada um tendo responsabilidade pelas negociações e pelos resultados alcançados. Todos, mais dia menos dia, são instados a apresentar suas propostas e defender suas ideias em reuniões, apresentações internas e externas, numa simples conversa com o seu chefe ou supervisor, ou num discurso por causa de uma ascensão funcional ou de um objetivo alcançado. É inexorável. Isso irá acontecer na vida de cada um que tenha atuação profissional ou social. São situações que não combinam com o medo, a timidez e a insegurança.

Acrescento que, após a leitura do livro Vença o medo de falar em público, você irá perceber, claramente, que cresceu mais um pouco nas suas atividades sociais e na vida profissional. E terá certeza também de que suas perspectivas de empregabilidade irão se ampliar nesta era da globalização, em que a comunicação se realiza em tempo real.

Vença o medo de falar em público, de Reinaldo Polito, 8ª edição revista, ampliada e atualizada, com CD de áudio, Editora Saraiva, 136 págs.

Ruy Leal

Ruy Leal é superintendente geral da ONG Via de Acesso (www.viadeacesso.org.br).

 

Prefácio

É com grande orgulho que aceitei o convite do Prof. Reinaldo Polito para escrever a apresentação deste livro, que nos ensina os caminhos de como perder o medo de falar em público. É uma oportunidade para afirmar a admiração que tenho por ele e pelo seu trabalho.

O verdadeiro mestre é sempre pessoa portadora de grande compreensão, tolerância e visão ampla das questões relacionadas com sua disciplina. É pessoa de bom senso, condição psíquica que nos permite distinguir o que é relevante do que é supérfluo. É o que nos coloca em condições de interagir construtivamente com o nosso interlocutor. É o que nos permite desempenhar um papel não crítico e, por isso mesmo, gerador de desinibição e avanço no modo de ser do outro. E quem conhece o Professor Polito sabe que ele desempenha esse papel com perfeição.

Essa atitude nada crítica e até mesmo positiva e estimuladora é fundamental para que as pessoas consigam avançar na direção daquilo que lhes provoca o medo. Mas não é só isso. É preciso conhecer e compreender bem os mecanismos dessa emoção. O medo é a contrapartida psíquica da reação fisiológica que todos temos diante das situações de perigo. As alterações físicas - palpitação, sudorese, respiração ofegante, etc. - têm por objetivo nos preparar para a luta ou para a fuga. Nos animais, o medo é parte do instinto de autoconservação, pois essa resposta surge em situações em que ela é verdadeiramente necessária para a preservação da vida.

Na nossa espécie, em virtude do enorme desenvolvimento da inteligência e da razão, as coisas se complicam muito. Podemos desenvolver a reação do medo em situações que não envolvem perigos reais. A isso chamamos de fobia. É raro uma pessoa que não tenha nenhum tipo de fobia, que não tenha medo de barata, de altura, de lugar fechado e escuro, de avião ou de algum animal ou situação que, de fato, não envolve risco real.

Na espécie humana existe ainda outro fenômeno que complica mais um pouco a situação. É a vergonha, dolorosa sensação de humilhação que podemos sentir quando somos objeto de ironias e deboches por parte de pessoas que estão à nossa volta. Temos medo das situações em que possamos passar vergonha. Para algumas pessoas esse tipo de dor psíquica é mais ameaçador do que qualquer tipo de dor física, de modo que elas passam a evitar, a qualquer custo, essa possibilidade. É nessa categoria que se enquadra, como regra, o medo de falar em público. Ao nos expormos, corremos o risco de não agradar, de provocar ironia e risos por parte dos que nos ouvem. Morremos de medo da rejeição e da crítica, de modo que passamos a evitar essa condição de qualquer maneira.

Para que medos irracionais se estabeleçam, não é preciso muito. Basta que tenhamos estado submetidos a alguma experiência desagradável relacionada com aquela dada situação. Agora, para que possamos nos livrar de um medo que já se estabeleceu, é necessário percorrer um longo caminho, às vezes doloroso e sofrido. O certo é que precisamos percorrer um caminho real. E este é um dos grandes méritos do livro - e do trabalho cotidiano - do Prof. Reinaldo Polito: trata-se de uma reflexão que nasce da prática, deriva de fatos reais, da experiência vivida, das coisas como elas são.

O livro que vocês vão ler sugere rotas, passos a seguir. Minha experiência psicoterápica com vários tipos de fobias e medos irracionais de todo o tipo é categórica no sentido de nos informar que a simples discussão acerca das causas do medo não tem eficácia terapêutica nenhuma. Para que uma pessoa perca o medo de andar de avião, é necessário que ela entre no avião e que ele decole com a pessoa dentro. Todo o trabalho psicológico preliminar tem que ter como objetivo criar as condições para que esse evento aconteça o mais rápido possível. Para perder o medo de falar em público, o processo é igual. E ninguém melhor do que o Prof. Polito para nos ensinar as etapas a serem ultrapassadas. A leitura deste delicioso texto será, tenho certeza, de enorme valia para quem a ele se dedicar.

Flávio Gikovate

Flávio Gikovate é psicoterapeuta, escritor e conferencista, além de colaborador de revistas, jornais e de muitos programas de televisão.