Curso de Expressão Verbal

7 habilidades capitais para ter sucesso no mercado de trabalho - Revista Vencer - jul/04

7 habilidades capitais para ter sucesso no mercado de trabalho

Flávia Benvenga

Em menos de uma década, o mundo do trabalho mudou radicalmente. Profissões desapareceram; novas surgiram e, sabe-se, o futuro incuba outras tantas especialidades que ainda sequer conseguimos imaginar. Para não perder o trem da história, alcançar sucesso profissional ou simplesmente para entrar nesse planeta chamado trabalho, é necessário ter uma série de pré-requisitos e habilidades que, na maioria das vezes, as escolas não ensinam.

Não basta dominar perfeitamente as disciplinas e as técnicas da sua profissão. É preciso ser criativo, saber administrar conflitos, trabalhar em equipe, usar perfeitamente a linguagem oral e escrita, desenvolver a inteligência emocional... Ufa! Mas o que fazer para chegar lá? Os caminhos são vários. O aprendizado, porém, depende exclusivamente de cada um.

'As dificuldades humano-profissionais para assumir tanta informação importante e aprendizado obrigatório para o trabalho aumentaram', observa Ruy Fernando Ramos Leal, superintendente geral do Instituto Via de Acesso, ONG fundada no ano passado que tem como objetivo capacitar e inserir estudantes no mercado de trabalho. 'E cresceu também a incapacidade de entendimento para onde se está indo e o que isso tem a ver com o futuro profissional de cada um e sua permanência no mercado de trabalho. Tudo está mudando rápido demais e a competência do agora está morrendo'. Por isso, a importância de estar atualizado e manter acesa a chama da vontade de ampliar conhecimento.

O seminário

Para analisar e discutir as habilidades fundamentais e lançar outras questões na cabeça de quem almeja ser um vencedor, o Instituto Via de Acesso reuniu recentemente em um seminário, em São Paulo e Ribeirão Preto, especialistas de diversas áreas do conhecimento para despertar, dar dicas e ajudar no desenvolvimento de cada um. Os principais temas do seminário foram escolhidos após uma série de indagações realizadas pela ONG junto a empresários e executivos brasileiros. 'Descobrimos o que eles querem do profissional/estudante e, a partir desses desejos, elaboramos não apenas o seminário, mas todo o projeto de trabalho a ser desenvolvido pela entidade', explica Leal.

Participaram do evento, intitulado As sete habilidades capitais para se manter no mercado de trabalho + Seus novos rumos e oportunidades, empresários, executivos, recém-formados, estudantes e educadores. Mas para quem não pôde acompanhar as palestras, VENCER! traz com exclusividade uma síntese do que foi apresentado por Reinaldo Polito, Flávio Gikovate, Paulo Gaudêncio, Simon Franco, Odilon Soares Leme, Içami Tiba, Eurico Bras e Walter Barelli. Confira a seguir.

Os temas

1. A Comunicação Verbal
Sem Essa Habilidade Você Não se Valoriza!

Reinaldo Polito

2. A Inteligência Emocional
Saiba Usar a Sua para Crescer Profissionalmente

Flávio Gikovate

3. Esse Negócio de Criatividade só Existe em Sua Imaginação
Paulo Gaudêncio

4. Os Super-Heróis Corporativos: o que É e como Ser!
Simon Franco

5. Saber Escrever Corretamente
A Sua Imagem e de Sua Empresa em Jogo!

Odilon Soares Leme

6. Relacionamento Interpessoal
Você Pode Ser o Seu Pior Inimigo

Içami Tiba

7. Tecnologia ou Tecnologia
Não Há outro Caminho Possível

Eurico Brás

8. Os Novos Rumos e as Novas Oportunidades do Mercado de Trabalho
Walter Barelli

Comunicação Verbal - Sem essa habilidade você não se valoriza
Por Reinaldo Polito

Vamos fazer uma aposta? Se eu perder você me deixa aqui falando sozinho e vai se concentrar em outro texto mais interessante. Se eu ganhar você continua lendo até o final. Fechado? Nada nas mangas, vamos lá. Aposto que você não vai se lembrar de mais de dois nomes de pessoas que se projetaram em alguma atividade importante e que não saibam falar bem.

Única regra restritiva - não vale jogador de futebol ou assemelhados. Quem? Lutador de vale-tudo? Não conta, esse entra na categoria dos assemelhados. Está difícil, não? Pode jogar a toalha e pagar a aposta - vamos juntos até o final. Talvez você nunca tenha pensado na seriedade deste assunto, mas não há alternativa: para se sair bem em qualquer carreira que tenha abraçado é essencial que saiba falar bem. Trata-se de uma habilidade tão importante que sem ela você não conseguirá valorizar tudo o que aprendeu estudando ou trabalhando.

Quer ver como você não escapa? Vamos imaginar que você ainda esteja estudando e graças a um bom 'paitrocínio' consiga se dedicar apenas à vida escolar - se pensa que vai poder ficar com a boquinha fechada o tempo todo está muito enganado. Cada vez mais as escolas exigem que os alunos apresentem oralmente seus trabalhos, e se a comunicação for deficiente poderá até comprometer a nota de avaliação. Significa que mesmo na fase de trocar as fraldas o gogó vai ter de funcionar. Agora vamos supor que já tenha deixado de engatinhar e que esteja procurando um emprego. Piorou! Você vai participar de dinâmicas de grupo, entrevistas e para ter sucesso dependerá essencialmente da boa comunicação. Ufa! Conseguiu se encaixar no mercado de trabalho, agora é relaxar. Que nada, quanto mais você crescer na hierarquia da empresa, mais dependerá da eficiência da sua comunicação. À medida que for se aproximando do topo da pirâmide, mais participará de reuniões, de processos de negociação, fará apresentações de projetos, de planos de trabalho - sempre falando e sendo avaliado pela sua comunicação. E atenção para esta notícia importante: se não fizer exposições orais de boa qualidade perderá as posições que conquistou ou, no mínimo, não continuará crescendo. Enfim, qualquer caminho que tenha escolhido ou venha a escolher sempre dependerá da boa qualidade da comunicação para progredir e se realizar. Mais cedo ou mais tarde, e, com certeza, muito mais cedo do que mais tarde você precisará estar com a comunicação bem afiada.

E a história não termina por aí, pois a vida não é feita só de trabalho. Há mais frutas além desse abacaxizal. Ou será que não vai sobrar um tempinho para se dedicar ao chaveco vez ou outra? Pois é, até aí, ou melhor, principalmente aí, você deverá contar com sua boa comunicação. E se a conversa não for atraente vai dançar, sozinho.

Desculpe, eu não sabia. Quer dizer que já constituiu família e essa história de chaveco é coisa do passado? Sinto informá-lo: mesmo assim continuará precisando contar com sua comunicação. O tempo todo deverá usar a palavra para convencer o marido ou a mulher a fazer ou não uma viagem, a visitar ou não um amigo ou a sogra, sendo que para este caso seu poder de comunicação deverá ser ainda melhor. Experimente só bater o pezinho e dizer que não vai, sem um bom argumento. Correrá o risco de receber a visita Dela. Bem, se der essa vacilada talvez não precise mais se preocupar com a comunicação, porque enquanto Ela estiver dando palpites na sua casa e infernizando a vida do casal, você estará de bico armado e quietinho no canto do sofá. E por falar em família, ainda há os filhos que precisam ser orientados e estimulados pela palavra. Todos os dias será preciso falar com eles sobre a importância de se dedicar aos estudos, alertá-los sobre os perigos das drogas e mostrar os riscos de ir para as baladas com colegas pouco confiáveis.

A convivência social também vai exigir que você fale bem. Quando convivemos com amigos que sabem conversar, contar histórias interessantes, sentimos prazer em estar com eles e o tempo passa sem que ninguém olhe para o relógio. Ao contrário, quando as pessoas são muito quietas e ficam em volta da mesa um olhando para a cara do outro sem saber o que dizer, é duro de agüentar. Quer mais? Até para saber a hora de ficar quieto e ouvir de maneira atenta e interessada o que as outras pessoas têm a dizer você dependerá de uma comunicação bem desenvolvida. E para dar o exemplo, vou parando por aqui. Mas,não espere mais. Dedique-se desde já ao aprimoramento da sua comunicação, pois falando melhor você será uma pessoa mais eficiente e muito mais feliz.

Inteligência emocional: saiba usar a sua para crescer profissionalmente
Por Flávio Gikovate

Nos anos recentes, o conceito de inteligência emocional - I.E. - ganhou crescente importância. Constatou-se que o potencial intelectual só se realiza naquelas pessoas emocionalmente mais amadurecidas. Assim, I.E. tem muito a ver com maturidade emocional, conceito tradicional e que implica essencialmente no desenvolvimento de boa tolerância a contrariedades e frustrações, em razoável evolução moral - ou seja, na capacidade de colocar-se no lugar das outras pessoas e não ter uma visão unicamente egocêntrica dos fatos -, no domínio sobre as emoções de natureza agressiva, em ter serenidade para esperar e também em alguma competência para ficar só.

Para que uma pessoa possa usar sua I.E. é requisito fundamental que a possua! Uma boa metade da população chega à idade adulta com um adequado desenvolvimento. Aqueles que não conquistaram esse domínio sobre si mesmos também não têm uma adequada capacidade de se relacionar com as outras pessoas. Eles deverão se empenhar muito no sentido de chegarem lá sob pena de sofrerem graves danos em sua história profissional - e também na vida íntima - em decorrência de condutas cada vez menos toleradas. Avanços em nossa subjetividade decorrem da coragem para lidar com aquilo que temos evitado - o que sempre acontece por medo das dores relacionadas a eventuais fracassos - e também do desenvolvimento de uma honestidade intelectual absoluta, principalmente quando estamos empenhados na análise de nossa vida íntima. Temos que conseguir domesticar nossa vaidade, nossa agressividade, ter coragem para arriscar em relacionamentos amorosos, aceitar momentos dolorosos de solidão. Temos que aceitar e combater nossas fraquezas, tolerar a inveja que sentimos de determinadas pessoas. É tudo difícil e implica em mergulhar onde há risco do que mais tememos: as contrariedades e frustrações.

Hoje sabemos que competência para os relacionamentos humanos no ambiente profissional - e em todos os outros - é tão ou mais importante do que o conhecimento técnico, requisito também muito necessário. Sabemos que nossa capacidade de nos comunicarmos com todo o tipo de interlocutores é fundamental. O maior avanço acontece quando compreendemos que cada indivíduo é único e que 'os outros' não são idênticos a nós. Para isso, é básico aceitarmos e sermos capazes de suportar isso que Ortega y Gasset chamava de nossa 'solidão radical'. Temos que tentar penetrar na subjetividade de cada interlocutor se quisermos ser efetivamente bem entendidos por eles. Temos que ser como os 'hackers', capazes de 'invadir' os 'computadores' alheios. Temos que respeitar a vaidade, ambição e anseios dos nossos pares e agir com lealdade para com eles. O realismo nos mostra que eles, como nós, estão em busca de sucesso, de bens materiais, de reconhecimento. Uma postura adequada é, hoje, elemento básico para a manutenção do emprego.

Agora, quem busca mais do que a estabilidade, para quem persegue efetivos avanços, outros ingredientes devem ser adicionados aos já mencionados. Destaco os seguintes: temos que manter um 'cérebro poroso', ou seja, uma postura de humildade intelectual, de se estar sempre aberto a novos pontos de vista, a mudar de idéia desde que novos fatos nos indiquem que é o caso. Com o passar dos anos, muitos de nós tende a se cristalizar em modos de ser e de pensar - especialmente aqueles que tiveram algum sucesso com o seu jeito. Isso pode ser fatal para o prosseguimento da carreira. Assim, o sucesso até aqui não implica em garantia de sucesso daqui para adiante.

É necessária a perpetuação de posturas básicas e que tendem a se afrouxar com os anos. A mais importante delas é a da disciplina e perseverança na busca dos objetivos a que nos propusemos. Temos que continuar a evoluir no entendimento da mente humana - a nossa e a dos nossos semelhantes - de modo a podermos desenvolver as mais adequadas estratégias de ação e de interação, o que não implica jamais em deslealdade.

Por fim, é preciso não perder a ousadia, ou seja, continuar a correr riscos de erros e fracassos. Só não erra quem não faz! A criatividade depende disso, de sermos capazes de tolerar as dores do fracasso, e também uma dor maior, que é a do convívio com dúvidas. Nosso vigor intelectual é definido por essa capacidade; sim, porque quase todo o mundo prefere uma explicação precária e apressada - que apazigua o espírito e apaga qualquer anseio de buscar novas explicações - justamente porque a dúvida provoca uma sensação íntima de grande sofrimento e incerteza.

Fica claro, pois, que o sucesso na vida individual e também na vida profissional depende mais do vigor emocional do que dos bons dotes intelectuais.

Esse negócio de criatividade só existe em sua imaginação
Por Paulo Gaudencio*

Você pode ler o título acima de duas formas. A primeira delas, 'isso é fantasia', ou seja, 'não acredito em sua existência'.
A segunda: 'ela existe sim e mora na nossa imaginação'.

Ficamos com a segunda. Não é de hoje que a criatividade é tema de estudos, discussões, e treinamentos. Já na década de 70 havia um curso, muito freqüentado pela nata da publicidade brasileira. Era realizado em Buffalo, nos EUA e somava pontos nos portfolios e salários de redatores e diretores de arte. Felizmente, não é mais necessário ir tão longe: existem ótimos cursos aqui no Brasil.
Mudou-se, principalmente, a postura. A capacidade de criar, de inovar, foi reconhecida como inerente ao ser humano. Mas não estão longe os tempos em que criatividade era considerada como 'dom', dádiva divina, privilégio de alguns abençoados. O exercício desse 'dom' era simplesmente delegado a uma espécie à parte: artistas plásticos, escritores, músicos, poetas. Depois, ingressaram no seleto clã cineastas e publicitários - mas aqueles de uma área diferenciada, a 'criação'.

Com a mudança de postura, percebeu-se também que a utilização da criatividade é benéfica e fundamental em todas as esferas de atividade. Viu-se que, em empresas onde há espaço para a criatividade, esta reverte em desafios e em motivação para vencê-los, simplifica processos e traz inovações que resultam em maior produtividade. Ou seja, em lucro.

Nunca é demais lembrar que, não fosse a criatividade, estaríamos ainda caçando o nosso alimento com as mãos e comendo-o cru, porque nem mesmo o fogo teria sido inventado.

As pessoas vêm descobrindo também o quanto a criatividade pode enriquecer o dia-a-dia e os relacionamentos. Como dissemos, as técnicas para o seu desenvolvimento estão cada vez mais modernas e sofisticadas.
Por que com tanta freqüência não funcionam?
Por que as boas técnicas de um curso são esquecidas?
A resposta está num conceito simples, mas decisivo: não adianta as pessoas saberem o que têm para fazer, se não estiverem emocionalmente preparadas para fazê-lo.

Isso nos leva a outra pergunta: quais as condições de ajustamento emocional que liberam ou impedem o uso da criatividade inerente ao ser humano?

A nossa experiência mostra que a condição primeira é o equilíbrio entre a agressividade e o medo.
A extensão do poder que o medo tem sobre nós é determinada pelo ambiente externo. Numa empresa onde erros não são vistos como chance de aprendizado, pelo contrário, são passíveis de punições, eu não corro o risco de criar novos processos. Estes, como tudo o que é novo, trazem em si a possibilidade de falhar. Sinto medo e, por isso, bloqueio a minha criatividade. Fico paralisado, porque esta é a função do medo: nos paralisar frente a um perigo, para que possamos avaliar o tamanho da encrenca.

O que nos leva a vencer o medo e agir é a agressividade. A forma como a utilizamos é determinada pelo nível interno de maior ou menor repressão desse impulso. Se não aprendi a usá-la positivamente, continuo paralisado mesmo se o grau de interdição externa (o tamanho de uma eventual punição) não o justifique.

É o que chamamos de interdição externa com cúmplice interno.

Há técnicas de liberação da criatividade que consideram o aspecto emocional, como o 'brainstorming'. Consiste em criar artificialmente uma ausência de medo, numa reunião onde as pessoas podem 'ter idéias' sem censuras ou critérios como 'boa', 'má', 'adequada', 'inadequada', 'inteligente', 'burra' etc.

Funciona? Geralmente sim, às vezes não. Costuma funcionar em empresas onde existe um mínimo de confiança e onde o medo existe dentro de limites saudáveis e razoáveis. Mesmo nessas, pode fracassar em períodos em que dificuldades de mercado trazem o inevitável medo de demissões.

Mas em empresas onde o medo é instrumento gerencial, um fantasma que assombra os funcionários, quem vai se expor num 'brainstorming'? A essas, caso queiram os benefícios e o lucro que resultam de um corpo de funcionários criativos e inovadores, aliás indispensável em tempos de globalização, só resta uma possibilidade. Mudar. Transformar-se numa empresa onde as pessoas podem viver adequadamente suas emoções, para que possam também desenvolver e vivenciar talentos e potenciais.

É necessário incentivar o uso adequado, tanto da agressividade quanto do medo e o equilíbrio, entre essas duas emoções básicas do ser humano. É esse equilíbrio que constitui a base do ajustamento emocional que leva à liberação da criatividade.

Os Super-heróis corporativos: o que é e como ser!
Com Simon Franco

Vencer! - O que as empresas desejam de seus colaboradores?
Simon Franco - Talento. Essa é a qualidade que todas as empresas procuram e todos os profissionais almejam possuir. Faltam empregos, mas faltam também talentos. É alta a demanda por talentos e baixa a sua oferta. Portanto, o segredo está em acender esse neon, ou seja, o diferencial de quem é talentoso.

Vencer! - Mas como chegar lá neste mundo corporativo, que está extremamente complexo e exigindo profissionais cada vez mais capacitados?
SF - Há 15 anos, se o seu carro tinha um problema, o mecânico, munido de sua experiência, 'ouvia' o motor e apertava um parafuso até conseguir regulá-lo. Hoje, os carros são dotados de injeção eletrônica, não existe mais aquele parafuso. O mecânico precisou estudar, aprender a fazer um 'eletrocardiograma' do motor. Para trabalhar com competência e manter seus clientes, ele se transformou em 'quase' um engenheiro. Assim como os carros, boa parte das empresas, para se manter viva, também se modernizou e, por isso, necessita do trabalho precioso dos super-heróis corporativos.

Vencer! - Como é o super-herói corporativo?
SF - É um profissional raro, que faz a diferença, e é disputado pelo mercado. Não pense, porém, que um super-herói corporativo simplesmente nasce com superpoderes e se dá bem na vida. No mundo real, ele precisa suar muito para lapidar o seu talento. É a velha história dos 10% de inspiração e 90% de transpiração.

Vencer! - O que fazer, na prática, para desenvolver esse super-herói?
SF - O primeiro passo é a auto-reflexão. Pare de olhar apenas para o mercado e seguir a corrente. Acerte o foco em você.
Presenteie-se com um pouco de tempo, olhe para dentro de si e pergunte: do que eu gosto? O que desejo mudar? O que eu faço bem? Conhecendo-se profundamente, descobrindo o que lhe dá prazer, fica bem mais fácil determinar metas, trilhar caminhos, selecionar cursos, ler livros, procurar especialistas, mentores... Mas esse caminho não é fácil e nem rápido. O super-herói corporativo faz o que gosta e gosta daquilo que faz. A conseqüência dessa descoberta, desse aflorar de desejos é o desenvolvimento de talentos, tão escassos que, ao serem pinçados, recebem ótimas propostas. São os privilegiados que fazem o que gostam, divertem-se enquanto trabalham e, de quebra, são muito bem pagos por isso. Quem não quer ser assim?
Cada um de nós deseja ter a sua Ferrari, mas é preciso conquistar essa jóia. O ponto de partida pode ser a atitude de sair da mesmice. O sucesso é singular - como bem frisou um jovem estudante após assistir a uma palestra que fiz em sua escola. Sua mãe me contou que ele, um jogador iniciante de basquete, escreveu a frase em uma grande faixa e fixou-a em seu quarto. Um bom começo para um futuro super-herói!

Vencer! - E as empresas, o que devem fazer para reter esses profisisonais?
SF - A corporação também precisa fazer uma auto-análise: como nós somos? Quais são as nossas características? Onde queremos chegar? A partir daí a corporação vai à procura dos seus super-heróis. E não basta para a organização ter apenas um superexecutivo, que sempre será valioso e bem pago. Para que esse superprofissional possa dormir sossegado e fazer um trabalho brilhante, é imprescindível ter uma equipe de vencedores, uma espécie de semi-Pelés. São os colaboradores comprometidos, engajados - e todo indivíduo adora estar engajado.

Vencer! - Mas cada empresa tem a sua cultura.
SF - É isso mesmo. Umas são formadas por verdadeiros leões, pois exigem grandes sacrificios e, em contrapartida, oferecem altas compesações. Outras, pregam a máxima 'a empresa somos nós' e criam fortes vínculos com seus clientes, como fez a TAM, do Comandante Rolim. Ele sempre pregou que seus passageiros não eram carga, mas seus convidados. A partir dessa filosofia, a empresa cresceu, formou uma equipe fiel, que segue essa cultura. Quando existe identificação entre empresa e colaborador, o resultado é o entusiasmo, que gera um produto ou serviço diferenciado.

Escrever corretamente: sua imagem e a de sua empresa em jogo
Por Odilon Soares Leme

Pretendo mostrar como e por que o saber escrever se insere naquelas habildades consideradas fundamentais para o êxito profissional, em qualquer etapa. O foco é a língua portuguesa, na sua modalidade culta escrita, para mostrar a sua relação com a competência do profissional e com a imagem da empresa que ele representa.

É sabido que 'inglês fluente' é uma das exigências fundamentais para o preenchimento de funções de certa responsabilidade nas grandes empresas. Mas, curiosamente, poucas delas se preocupam com o 'português' de seus candidatos.

Talvez isso se justifique com a suposição de que alguém só pode alcançar um bom desempenho numa língua estrangeira se tiver bom domínio de sua língua materna. Afinal, o aprendizado de uma língua estrangeira se faz por meio de comparações e contrastes com a língua materna.

Na prática, porém, o que se vê, mesmo entre executivos de alto escalão, é um quase-pânico na hora de redigir. Quando precisam escrever (por exemplo, cartas, memorandos, comunicados, relatórios e até um simples bilhete), são tomados de insegurança. Surgem dúvidas de toda natureza: vocabulário, ortografia, acentuação, crase, concordância, regência, colocação dos pronomes...

Essas dúvidas ocorrem, é claro, porque houve falhas no processo de formação.

Durante o ensino fundamental e médio, o aluno subestima a matéria Língua Portuguesa. A desculpa é que ele não pretende ser escritor. Ou que para um engenheiro, um dentista, um médico ou economista o português não é necessário...

O resultado é o que verificamos na realidade do mundo do trabalho: profissionais comprometendo sua imagem e a imagem de sua empresa com os lamentáveis textos que produzem.

Não é raro, a essa altura, que o executivo, desesperado, comece a procurar 'cursos rápidos' para pôr em dia o seu português. Tais cursos, porém, não são comuns e, se encontrados, nem sempre é possível compatibilizar horários e interesses específicos (curso de redação, elaboração de relatórios, correspondência comercial etc.).

Normalmente, o interessado vai ter de abrir os próprios caminhos. Para isso, é necessário, basicamente, mudar sua postura em relação à língua portuguesa. É preciso que o português deixe de ser para ele uma língua envergonhada. Não existe uma língua melhor que as outras. O pouco apreço que temos à nossa língua se explica, talvez, pela nossa auto-imagem como povo e como Nação. O prestígio de uma língua simplesmente reflete o prestígio da sociedade que dela faz uso. Uma língua não é mais difícil, nem mais prática, nem mais lógica que qualquer outra. O que existe são nações com maior ou menor nível de escolaridade de sua população. As línguas servem às sociedades, de que são o mais acabado produto cultural.

Mas há, sim, a possibilidade de alguém, com método e persistência, remediar uma formação deficiente e ir gradativamente melhorando o seu desempenho lingüístico. É uma questão de determinação.

É preciso ter à mão um bom dicionário e saber usá-lo. Acredite: muitos não sabem como resolver dúvidas em dicionários, não sabem consultá-los. Seria bom ter também à disposição dicionários específicos de regência verbal e nominal. Indispensável é ter à mão uma boa gramática, com a qual possamos ir nos familiarizando.

Às vezes, grandes empresas, dotadas de tudo o que há de mais avançado, não colocam um simples dicionário à disposição de seus funcionários... Ninguém é obrigado a ser um dicionário ambulante!

É preciso saber fazer leituras proveitosas. Procurar o significado das palavras desconhecidas. Anotar expressões interessantes. Prestar atenção não só ao que se diz, mas também ao como se diz. Fazer anotações. Abrir no seu computador um arquivo especial para registrar dados importantes e observações que você vai fazendo sobre a língua portuguesa. Nem tudo numa língua é lógico. Mas existem muitas regularidades que, se bem observadas, são extremamente úteis.

Digamos que você seja fluente em inglês. Então, confesse: tudo isto que estamos sugerindo para você melhorar seu português foi exatamente o que você fez para aprender bem o inglês. Ou não foi?

Como se vê, é uma questão de determinação, de método e de perseverança.

Relacionamento interpessoal - Você pode ser o seu maior inimigo

O psiquiatra Içami Tiba, autor, entre outros, de Quem Ama, Educa!, o livro de educação mais vendido no ano passado, escolheu um tema polêmico, para fazer a platéia pensar. 'Dentro de nós temos amigos e inimigos e, geralmente, aquelas características que mais incomodam em nosso inimigo também são características nossas, mas estão escondidas', diz.
Para apresentar o seu tema, Tiba propõe uma dinâmica que, a seu ver, funciona muito bem e ajuda as pessoas a pensarem e a aumentarem o seu autoconhecimento - fundamental para quem deseja se desenvolver como pessoa em todas as áreas da vida.
Mas como é possível sermos nossos próprios inimigos?

Para refletir sobre essa questão, o jogo pode ser uma boa opção. 'Pense no seu melhor amigo e em suas melhores características. Anote as palavras. Depois, pense no pior inimigo e anote também as suas características. Isso formará uma espécie de espelho de cada um e, especialmente aquilo que menos gostamos nos inimigos, que não perdoamos, temos também dentro de nós. Amigos e inimigos estão dentro de nós. Assim como Deus e o satanás. Quando vemos o inimigo, ficamos mal. Não temos o costume de olhar esse lado nosso, mas sabemos condenar os errados.'

Outra questão fundamental, que deve ser trabalhada para melhorar o relacionamento interpessoal é o que Tiba chama de relação com os sapos. 'No dia-a-dia é muito comum as pessoas engolirem sapos para evitar confusões, desentendimentos..., mas engolir muitos sapos pode trazer depressão, estresse até enfarte', observa Tiba. 'É preciso aprender a se virar, a superar os sapos para crescer e ter sucesso.' Veja a seguir duas de suas 'receitas', extraídas do livro Amor, Felicidade & Cia.

A ARTE DE VIVER BEM

Não exija dos outros o que eles não podem lhe dar,
mas cobre de cada um a sua responsabilidade.
Não deixe de usufruir o prazer,
mas que não faça mal a ninguém.
Não pegue mais do que você precisa, mas lute pelos seus direitos.
Não olhe as pessoas só com os seus olhos,
mas olhe-se também com os olhos delas.
Não fique ensinando sempre,
você pode aprender muito mais.
Não desanime perante o fracasso,
supere-se o transformando em aprendizado.
Não se aproveite de quem se esforça tanto,
ele pode estar fazendo o que você deixou de fazer.
Não estrague um programa diferente com seu mau humor,
descubra a alegria da novidade.
Não deixe a vida se esvair pela torneira, pode faltar aos outros...
O amor pode absorver muitos sofrimentos, menos a falta de respeito a si mesmo!
Se você quer o melhor das pessoas,
Dê o máximo de si,
Já que a vida lhe deu tanto.
Enfim, agradeça sempre,
Pois a gratidão abre
As portas do coração

Portas

Se você encontrar uma porta à sua frente, você pode abri-la, ou não.

Se você abrir a porta, você pode, ou não, entrar em uma nova sala.

Para entrar, você vai ter que vencer a dúvida, o titubeio ou o medo.

Se você venceu, você dá um grande passo: nesta sala, vive-se.

Mas, tem um preço: São inúmeras outras portas que você descobre.
O grande segredo é saber: quando e qual a porta deve ser aberta.
A VIDA NÃO É RIGOROSA: Ela propicia erros e acertos.
Os erros podem ser transformados em acertos quando com eles se aprende.
NÃO EXISTE A SEGURANÇA DO ACERTO ETERNO.
A VIDA É HUMILDADE: Se a vida já comprovou o que é ruim, para que repeti-lo?
A humildade dá a sabedoria de aprender e crescer também com os erros alheios.
A VIDA É GENEROSA: A cada sala em que se vive, descobrem-se outras tantas portas.
A vida enriquece a quem se arrisca a abrir novas portas.
Ela privilegia quem descobre seus segredos e generosamente oferece afortunadas portas.
MAS A VIDA PODE SER TAMBÉM DURA E SEVERA: Não ultrapassando a porta,
VOCÊ TERÁ SEMPRE ESSA MESMA PORTA PELA FRENTE
É a cinzenta monotonia perante o arco-íris.
É a repetição perante a criação.
É a estagnação da vida.
PARA A VIDA, AS PORTAS NÃO SÃO OBSTÁCULOS,
MAS DIFERENTES PASSAGENS...

Tecnologia ou tecnologia - Não há outro caminho possível
Por Eurico Brás

Em tempos de crise, desemprego, inadimplência e nosso governo abrindo o seu 'saco de maldades', ainda temos no setor de informática vagas bem remuneradas e falta de gente qualificada para ocupá-las e, por um outro, lado demissões em massa. Parece um paradoxo. Porém, é um fato concreto e por que não dizer sádico nos dias de hoje.
Mas que tipo de emprego sobra e onde estão as pessoas para ocupá-lo? Qual o motivo de, mesmo com falta de pessoal, acontecerem demissões nas empresas de Tecnologia da Informação - TI? Vamos às questões e suas soluções:

Questão 1: O fato de a informática possuir talvez a taxa mais alta de reciclagem e evolução, desnecessário dizer que, no prazo de um ano, temos mudanças radicais e fantásticas, tanto do ponto de vista de máquinas como de programas. Portanto, estudar, formar-se e parar de aprimorar-se, significa cair fora do mercado em um prazo máximo de dois anos.
Solução: Ler, estudar e aperfeiçoar-se o tempo todo. Mesmo que determinada tecnologia não seja utilizada por sua empresa hoje, amanhã, fatalmente, ela será e, se você não possuir o conhecimento, poderá ser dispensado e não conseguir outro trabalho que necessite desse conhecimento.

Questão 2: Nossos cursos superiores, em sua grande maioria, estão totalmente fora de sintonia com a realidade do mercado. Colocando de lado as faculdades puramente comerciais, mesmo as mais sérias padecem de currículos desatualizados, que não são suficientes para formar mão-de-obra pronta para o mercado. Isso ocorre, em parte, por culpa dessas instituições, e, em parte, por culpa de um sistema de fiscalização governamental, que coloca todo tipo de barreira burocrática para melhorar os conteúdos dos cursos.
Solução: Procurar cursos de extensão e certificação profissional ligados aos fabricantes das tecnologias.

Questão 3: Atualmente, muitas empresas de informática servem apenas para recrutar no mercado pessoas preparadas e explorá-las ao máximo, sem reciclar ou apoiar esses profissionais. Verdadeiros gigolôs seduzem pessoas com ofertas de 'salários' altos e depois de algum tempo (lição 1) as descartam e saem à procura de outras mais sintonizadas.
Solução: Se sua empresa não investe em você, não espere, mexa-se! Procure outro lugar para trabalhar ou faça a sua parte correndo atrás de sua reciclagem e aperfeiçoamento. Lembre-se do dinamismo da área: dois anos parado é fatal para qualquer profissional de TI.

Questão 4: Os profissionais conhecem e dedicam-se apenas aos bits e bytes, deixando de lado noções de administração de empresas, economia básica, relações humanas e chegam até a não entender o negócio e a missão de seus empregadores. Esse é um dos maiores problemas do pessoal de tecnologia. Existe uma tendência de quanto mais gabaritado o profissional, mais alienado ele é. O famoso 'nerd' pode ser simpático e folclórico nas histórias, mas no mundo real ele é evitado e desprezado.
Solução: Procure conhecer a sua empresa, o que ela faz e como são seus negócios e seus valores. Nenhum profissional de Tecnologia da Informação poderá ajudar sua empresa se não a conhecer profundamente. Leia jornais, informe-se sobre a economia, a política e a sociedade onde vive. No mundo globalizado, a informação é peça-chave e tudo está interligado. Sua profissão e seu emprego dependem disso. De nada adianta você ser um técnico capacitado e ignorar por completo o mundo à sua volta.

Finalmente, não seja uma pessoa reclusa. É importante a concentração no horário de trabalho, porém, os relacionamentos com seus colegas e superiores muito vão ajudá-lo em sua carreira. Portanto, seja sociável e cultive amizades, dentro e fora de sua empresa e, principalmente, não feche portas. A área de TI é baseada em informação e pode ter certeza que circula muito rápido. O seu desafeto de hoje pode perfeitamente ser o seu futuro colega ou chefe.

Novos rumos e novas oportunidades do mercado de trabalho
Por Walter Barelli

Quando um jovem começa a pensar em uma profissão ou quando um universitário vê aproximar-se o término do curso escolhido, começam as reflexões sobre suas possibilidades. Afinal, como se comporta esse mercado de trabalho? Será que as condições de hoje são muito diferentes daquelas enfrentadas pelas gerações anteriores?

A primeira constatação é que o mercado de trabalho está em um grande processo de mudança. Importa descobrir seus rumos e suas oportunidades.

Pela economia, sabemos que para haver emprego é preciso um ambiente de crescimento. O PIB do Brasil, em 2003, praticamente não cresceu. Conseqüentemente, a população que chegou ao mercado de trabalho ou não encontrou oportunidade de emprego ou, para trabalhar, desempregou quem já estava ocupado. Em decorrência, as taxas de desemprego aumentaram.

Esta é a segunda constatação: nos últimos anos, o Brasil apresenta um baixo crescimento econômico e com isso há reduzida absorção de novos trabalhadores, já que a dinâmica populacional não guarda relação com a dinâmica econômica. Esse desempenho da economia brasileira penaliza a geração atual, que tem maiores dificuldades de se realizar através do trabalho.
Mas há uma terceira constatação. Hoje, é possível crescer sem empregar. Pior ainda, em alguns casos, desempregar é condição para crescer. A reestruturação de empresas tem levado muita gente para o olho da rua. Vejam a situação da indústria automobilística. Em meados de 1980, cada trabalhador montava em média 8,1 automóveis/ano. Hoje, a relação é de 21,3 automóveis/ano. A nova forma de produzir aumenta a produtividade, fazendo com que menos trabalhadores sejam necessários. Em conseqüência, não é sempre que o crescimento possibilita mais empregos. É mais um problema para esta geração.
A partir desse quadro desfavorável, como encontrar oportunidade no mercado de trabalho?

Uma pista é entender o que o mercado de trabalho está valorizando. Em uma sociedade em mudança, o conhecimento é uma das características mais importantes. A era da informação exige formação permanente. As profissões também vão sendo modificadas, recriadas, fundidas, valorizadas ou empobrecidas. Aquele que pára de se informar, de aprender, de acompanhar a evolução, se fossiliza. Conhecimento é medido por anos de estudo. É facilmente demonstrado quando se trata de condições objetivas: domínio de outros idiomas ou tecnologias. Mas é mais opaco, quando se trata de experiência ou saber fazer. Aqui, o jovem é vítima. Muitas vezes ele deixa de ser contratado por não comprovar experiência, o que está a exigir uma nova postura das escolas, no que se refere às práticas profissionais, e das empresas no que tange ao estágio e ao primeiro emprego.
É preciso estar de olhos abertos para essas transformações e suas oportunidades. A globalização, por exemplo, abriu campo novo nas relações internacionais para egressos de cursos de Direito e de Ciências Sociais. Estar atento a mudanças no próprio país também é importante. O envelhecimento da população brasileira leva a oportunidades quer na área médica (geriatria) quer no turismo, construção civil (adaptação dos prédios) e serviços especializados.

Pouco considerada anteriormente, a possibilidade da criação de negócios próprios tem sido o farol para experiências novas de realização, face ao grande desemprego brasileiro. Mesmo nas camadas populares de baixa escolaridade, as cooperativas, como são exemplo as de reciclagem, têm sido fonte de renda para moradores de rua e favelados.

Não haverá emprego, se não houver empregador. Portanto, desenvolver o empreendedorismo, como política pública, é saída para o aproveitamento do saber de nossa população. Incubadoras de empresas estão se multiplicando nas universidades, o que possibilitará o florescimento de muitas vocações de empresários.

Aliás, hoje as empresas estão valorizando em seus profissionais características como a responsabilidade, a iniciativa, a inovação, a liderança, o enfrentamento prático de problemas, que são também as características dos empreendedores. As universidades devem se esforçar em desenvolvê-las para preparar seus alunos para o futuro profissional.

Outra escola é o chamado Terceiro Setor. Iniciativas várias estão sendo desenvolvidas por muitos beneméritos. O idealismo dos jovens encontra nessas organizações um escoamento natural. As próprias empresas consideram o engajamento em atividades sociais um ponto positivo na seleção de futuros contratados.

Concluindo, hoje a oferta de emprego não flui com a mesma abundância de outros tempos. Porém, ao conhecer as exigências do mercado e as oportunidades desses novos tempos, os jovens poderão estar mais preparados para o sucesso.
Bons empregos para todos!


Esses e outros conceitos são desenvolvidos no curso de expressão verbal ministrado pelo Professor Reinaldo Polito.
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