Curso de Expressão Verbal

Carisma: a atração ao alcance de todos - Revista Veja - ago/02

Carisma: a atração ao alcance de todos

Os especialistas dizem que o dom de impressionar e influenciar pode ser desenvolvido por quase todas as pessoas - até mesmo pelos candidatos a presidente

No dicionário Aurélio...

Carisma [Do grego chárisma, 'dom', pelo lat. charisma.]
S. m.
1. Força divina conferida a uma pessoa, mas em vista da necessidade ou utilidade da comunidade religiosa.
2. Atribuição a outrem de qualidades especiais de liderança, derivadas de sanção divina, mágica, diabólica, ou apenas de individualidade excepcional.
3. O conjunto dessas qualidades especiais de liderança.

...e muito mais*

'Sedução, mágica, originalidade, atração, charme, dinamismo, presença, magnetismo, personalidade, confiança, vitalidade, força, poder, persuasão, desinibição, comunicação... Um ser humano irresistível, adorável, inimitável, iluminado, inspirador, com poder de derreter corações...
Ser uma pessoa a quem tudo se perdoa e a quem se tem um desejo enorme de agradar e seguir...
Com quem se deseja estar o maior tempo possível...
Pessoa ao lado de quem nos sentimos mais fortes, de melhor humor...
Perto dela sentimos que o tempo parou...
Pessoa com quem nos identificamos imediatamente mas que ao mesmo tempo nos parece misteriosa'

* Expressões associadas à palavra carisma recolhidas pela pesquisadora americana Doe Lang

O carisma é como o jazz, fácil de identificar mas muito difícil de descrever. Ele se manifesta em qualquer reunião social. Certas pessoas têm sempre em torno delas um grupo de ouvintes. Quando a rodinha se desfaz e se forma mais tarde em outro canto da sala, lá está a mesma pessoa com outra platéia energizada ao redor dela. Essa pessoa tem mais carisma que as outras. Nunca se falou tanto de carisma quanto agora, num ano eleitoral em que os brasileiros vão escolher um novo presidente, governadores, senadores e deputados. Nenhum dos atuais candidatos à Presidência tem grande carisma, a aura magnética que acompanhou alguns ex-ocupantes do posto. Getúlio Vargas tinha.
Juscelino Kubitschek também. Jânio Quadros, a seu modo torto, era um carismático. Como a inteligência, o carisma foi distribuído pela natureza de forma injusta. Alguns têm de sobra. Outros, nada. Ele aparece entre executivos, empresários, esportistas e, com mais freqüência, entre políticos e artistas. Com a palavra, um especialista, Jorge Fernando, diretor de novelas da Rede Globo: 'Coloque um ator carismático escondido no canto do palco e todos os olhares vão convergir para ele'.

Quando o alemão Max Weber (1864-1920) capturou o fenômeno da transformação social carismática, no começo do século passado, esse movimento estava maturando para se tornar, para o bem e para o mal, uma das forças de transformação mais poderosas do século XX. Hitler, Mussolini, Lenin, Stalin, Roosevelt, Churchill, Gandhi fizeram história tendo como arma principal o carisma. Mao Tsé-tung foi sua mais forte encarnação na Ásia. Todos eles conseguiram obter de seus seguidores um grau de obediência e admiração que só o carisma explica. Como se observa, as transformações motivadas pelo carisma não são necessariamente ruins nem boas. Isso depende do líder.
Mas todas têm a mesma base: são produzidas por multidões dispostas a quebrar as regras estabelecidas para seguir seu líder, a quem elas atribuem qualidades e virtudes quase divinas. Não por outra razão, os três maiores líderes carismáticos da história são Jesus, Napoleão e Hitler.

O carisma como força de transformação histórica ainda é um tema que rende revelações interessantíssimas. A revista americana Administrative Science Quarterly publicou em janeiro de 2001 um artigo em que pesquisadores comparam o carisma dos presidentes americanos, de George Washington a Ronald Reagan, com as realizações efetivas de cada um deles, a partir de um ranking em que 58 historiadores avaliam os feitos dos presidentes em dez quesitos. Liderados pela professora americana Cynthia Emrich, da Universidade Purdue, os especialistas criaram avaliação da 'grandeza' dos chefes de Estado. 'Não existe uma correlação direta entre carisma e grandes realizações', explica Cynthia Emrich. 'Mas aqueles que conseguiram desenhar verbalmente para os eleitores o tipo de futuro para o qual desejavam guiar o país foram bem-sucedidos tanto nas urnas quanto no cargo.'

O exemplo mais acabado desse casamento, segundo os pesquisadores, é Franklin Delano Roosevelt, eleito quatro vezes pelos americanos. A Roosevelt se atribui a façanha de ter tirado os Estados Unidos de sua pior recessão e de ter guiado o país com sucesso ao longo da II Guerra Mundial. Roosevelt teve nota máxima em carisma (2,5) e a segunda melhor nota em grandeza (5,78), quesito em que só perde para Abraham Lincoln (5,87). John Kennedy sai-se bem em ambos os critérios, embora seu carisma, segundo os historiadores, venha sendo demolido por revelações negativas desde seu assassinato, no auge, em 1963. 'Uma medição do carisma de Kennedy em sua época o colocaria talvez na posição mais alta da tabela', diz Cynthia Emrich.

Os presidentes mais carismáticos tendiam a usar em seus discursos expressões como 'fronteira', 'caminho', 'clamor' e 'sonho'. Os menos carismáticos costumavam usar palavras mais frias e racionais, como 'comprometimento' e 'requisitar'. Não é uma diferença desprezível. Há um célebre discurso feito em 1963 pelo líder americano dos direitos civis, Martin Luther King, em que ele diz: 'Eu tenho um sonho...' ('I have a dream'). 'Se Martin Luther King tivesse afirmado que possuía uma 'idéia' e não um 'sonho', sua fala teria sido esquecida', afirma Cynthia. No discurso, King referia-se a seu sonho de igualdade entre brancos e negros nos Estados Unidos.

Carisma não deve ser confundido com formação, treinamento ou experiência. Também não é apenas simpatia, animação, sedução, magia, originalidade, charme ou atração física. Certamente não é beleza ou talento simplesmente. O que é, então? É uma soma de tudo isso ou de algumas dessas qualidades. Através desse conjunto, a pessoa emite uma imagem que fascina os demais, tornando-se sedutora, charmosa, iluminada, capaz de inspirar e de liderar. O carisma em alto grau é magnético, hipnótico. Em grau menos elevado, faz de seu portador uma pessoa com quem nos sentimos bem, relaxados, mais alegres, com vontade de conversar. Desde que Weber descobriu, classificou e explicou pela primeira vez o poder e os limites do que chamou de 'carisma político', no começo do século passado, nunca essa característica humana foi tão estudada quanto agora. Weber foi o primeiro a dizer que Jesus Cristo e Napoleão tiraram quase toda sua força política do carisma. De certa forma, ele antecipou um dos mais poderosos e malignos fenômenos de carisma sociopolítico da história, a ascensão de Adolf Hitler.

O triunfo popular do nazismo e a adesão fanática que recebeu das multidões bem-educadas da Alemanha têm diversas causas. Mas a principal foi o poder hipnótico exercido pela personalidade de Hitler sobre seus seguidores.
'Só um carismático poderia levar seres humanos a marchar no estilo 'passo de ganso' das tropas de Hitler, talvez o movimento corporal mais ridículo que uma pessoa possa fazer', escreveu o americano William Shirer em seu Diário de Berlim, a crônica dos primeiros avanços de Hitler rumo ao poder total. Os estudiosos são unânimes em dizer que o carisma perdeu peso no julgamento que as pessoas fazem hoje de seus líderes. O cientista político Gabriel Cohn, da Universidade de São Paulo, lembra que as sociedades atuais, estruturadas de forma mais complexa e administradas de modo burocrático, quase não deixam espaço para o surgimento de lideranças carismáticas puras, pensamento que também é sustentado por seu colega acadêmico, o historiador Boris Fausto. 'O carisma na política sempre será um fator, mas hoje sua influência está mitigada', diz. Ele considera isso um desenvolvimento positivo. 'Se de um lado o carisma pode ser indicador de capacidade, ele pode ocultar, por outro, a perversão de idéias, como ocorreu com Hitler.'
Por muito tempo, considerou-se o carisma como um dom, uma característica genética, quando não um sopro divino arremessado sobre um grupo de privilegiados. É inegável que muita gente vem ao mundo equipada de carisma. São personalidades magnéticas naturais. Aos poucos os estudiosos foram entendendo melhor as manifestações da personalidade carismática e chegaram a constatações surpreendentes. Descobriu-se que existem diversas janelas psicológicas pelas quais o carisma se manifesta. E que é possível obter o desenvolvimento de traços carismáticos em pessoas que claramente nasceram sem esse dom.

Um dos 'especialistas' no tema é a americana Doe Lang, autora de Os Novos Segredos do Carisma - Como Descobrir e Libertar Seus Poderes Ocultos. O título sugere um livro de auto-ajuda daqueles que acabam contribuindo apenas para o bolso do autor. Não é o caso. Lang está fazendo pelo entendimento do fenômeno do carisma o mesmo que Daniel Goleman fez pela inteligência emocional sete anos atrás. Em ambos os casos, os autores deram a partida numa corrida para ajudar pessoas comuns a identificar, entre suas limitações e fraquezas, uma força adicional que possa auxiliá-las a se adequar aos mais diversos ambientes e ter uma vida pessoal e profissional mais gratificante. Não é pouca coisa num mundo em que a comunicação interpessoal, a imagem e o trabalho em grupo são cada vez mais decisivos. Goleman mostrou que existem diversos tipos de inteligência, e não apenas aquela tradicional, ligada ao raciocínio matemático e lingüístico. Lang e outros estão provando que o carisma vem também em vários modelos, cores e sabores e, em pelo menos uma de suas formas, está ao alcance da maioria das pessoas.

'Lang foi a primeira a mostrar de modo convincente que mesmo as pessoas mais apagadas podem aprender a libertar energias comunicantes dentro delas', afirma Tony Alessandra, pesquisador e autor de livros sobre o tema. A noção de que o carisma pode ser cultivado e desenvolvido pelas pessoas comuns é revolucionária. Para começo de conversa, ela desafia até a origem etimológica da palavra.
As raízes do termo carisma, ou charisma, em latim, remontam aos mitos da Grécia antiga. Na mitologia grega, charis, ou 'graça', era cada uma das filhas do poderoso Zeus. As três graças mais conhecidas são Aglaia (brilho), Eufrosina (alegria) e Talia (florescência). Carisma, portanto, sempre foi considerado um dom divino, uma qualidade especial de origem mágica que a pessoa traz ao mundo como uma característica tão pessoal e marcante quanto a cor dos olhos e a dos cabelos. Os movimentos religiosos chamados carismáticos são formados justamente por seguidores que acreditam na intercessão de uma força divina, o Espírito Santo.

'Qualquer pessoa com algum treino pode tornar-se mais magnética, confiante e provocar uma boa impressão nas demais. Isso é carisma', disse Doe Lang, que teve seu primeiro livro sobre carisma publicado no Brasil pela editora Record. 'Em alguns casos, não preciso de mais de seis horas de trabalho para despertar em alguém uma forma de carisma que lhe será muito útil', declara Reinaldo Polito, professor e escritor especializado no treinamento de empresários, executivos e políticos na arte de falar e se portar em público. Desde 1975, Polito treina anualmente mais de 1 000 alunos encaminhados por grandes empresas multinacionais, como Esso, Ford e Citibank. Uma primeira tarefa dos atuais estudiosos do carisma foi definir que emoções negativas podem bloqueá-lo. 'Foi uma caminhada difícil. Partimos da constatação real de que tanto o papa quanto Elvis Presley têm carisma. Se é assim, então essa força seria de tal forma misteriosa que não haveria explicação racional', lembra Doe Lang. A saída foi usar uma metodologia que permitisse identificar o fenômeno por suas partes internas, e não mais por sua extraordinária expressão exterior.

A americana Lang ouviu dezenas de milhares de pessoas para escrever seu livro. A todas perguntou em que momentos se sentiram donas de algum carisma. Nenhum dos entrevistados respondeu 'nunca'. Muitos disseram sentir-se carismáticos quando estiveram apaixonados ou quando obtiveram uma promoção inesperada na carreira. A imensa maioria se enxergou uma criança com carisma. Essa constatação deu aos estudiosos a idéia de que muito do carisma dos bebês e das crianças pode estar ainda dormente em alguma zona de sombra da personalidade dos adultos. Embora tenha sido recebida com frieza pela psicologia mais tradicional, a idéia prosperou. Talvez porque não seja totalmente estranha aos estudiosos mais conservadores do comportamento humano. 'Em quase todos os grupos humanos é preciso que alguém cumpra, em determinado período, a função de líder carismático. Para funcionarem bem, as coletividades precisam dessa figura de líder sem defeitos, alguém que possa ser cegamente obedecido e seguido. Aos demais caberá o papel de seguidores imperfeitos', explica Maria Inês Assumpção Fernandes, professora de psicologia da Universidade de São Paulo.

Tony Alessandra, autor de sucesso no ramo da auto-ajuda, ficou famoso nos Estados Unidos ao afirmar que existem 'chaves para libertar o carisma'. Ele explica como encontrá-las num curso em que as pessoas aprendem a remover bloqueios emocionais e sociais para se expressar mais livremente, sem inibições paralisantes. Propõe-se a ensinar a importância do que chama de 'mensagens silenciosas', que nada mais são do que a impressão geral que as pessoas projetam nos outros antes mesmo de abrir a boca. Também enfatiza a necessidade de aprender a ouvir, uma qualidade que os grandes líderes parecem trazer do berço e aprimorar ao longo da vida. Tancredo Neves, o presidente morto em 1985 antes de tomar posse, dizia que Deus lhe dera dois ouvidos e uma boca por uma boa razão - ouvir mais do que falar. Tancredo gostava de dizer que uma boa reunião era aquela da qual ele saía 'rouco de tanto ouvir'.

Nenhum desses métodos se propõe, obviamente, a criar oradores magnetizantes, como o primeiro-ministro inglês Winston Churchill (1874-1965), ou personalidades que despertam admiração, como madre Teresa de Calcutá, que morreu santificada em 1997. Os métodos prometem apenas livrar as pessoas de constrangimentos psicológicos que matam qualquer dose de carisma natural que o cidadão comum poderia eventualmente carregar. 'Esses métodos funcionam, mas não adianta esperar soluções muito rápidas. Nem são as únicas abordagens para despertar características carismáticas nas pessoas', diz Robert Wong, diretor regional para a América do Sul da Korn/Ferry International, uma das maiores empresas mundiais de recolocação de profissionais no mercado. Wong lembra que não basta aprender a falar em público. É preciso ter o que dizer. Essa combinação, segundo Wong, é fundamental. Ela também pode estar condicionada a certas situações. Ou seja, o carismático pode exercer seus poderes de persuasão apenas internamente no caso de uma empresa, por exemplo, enquanto para o público mais amplo ele reserva uma imagem mais contida. 'Silvio Santos é um carismático típico. Antônio Ermírio de Moraes também. Mas Pedro Moreira Salles, presidente do Unibanco, e o empresário Abilio Diniz, do Grupo Pão de Açúcar, exercem seu carisma para um público seleto e, internamente, com o objetivo de manter a coesão e a eficiência de suas empresas', diz Wong. Como ocorreu com a inteligência emocional, a idéia de que é possível desenvolver o carisma pode demorar a se firmar. Mas é um avanço. Ela dá esperança a muitas pessoas cuja inibição pode estar impedindo o completo desenvolvimento de seus potenciais.

Com reportagem de Roseli Loturco


OS DEZ TIPOS DE CARISMA

A americana Doe Lang, autora de Os Novos Segredos do Carisma - Como Descobrir e Libertar Seus Poderes Ocultos, e outros estudiosos classificam as personalidades carismáticas em dez tipos. Em todos eles, o talento artístico puro e simples, a beleza física ou a capacidade intelectual não explicam totalmente o surgimento de uma personalidade carismática, embora essas características ajudem e sejam ajudadas por ela.

1. Magnético
Encontrado principalmente entre os artistas que, além de serem populares e formidáveis condutores de platéias, deixam a marca de sua passagem na paisagem cultural e se tornam referências para as futuras gerações.
Exemplos: Charles Chaplin, Humphrey Bogart, Audrey Hepburn, Fred Astaire, Marlon Brando, os Beatles.

2. Atemporal
Esse tipo parece ter sido sempre famoso mesmo quando era desconhecido e continua carismático até depois de morto ou de ter abandonado a atividade com a qual encantou as pessoas.
Exemplos: Pelé, Ayrton Senna, princesa Diana, Coco Chanel.

3. Instantâneo
É o carisma gerado pela posse de uma fortuna descomunal. São pessoas de personalidade apagada ou sem atrativos físicos, mas capazes de gerar enorme interesse sobre elas.
Exemplos: os megainvestidores americanos Warren Buffett e George Soros, Bill Gates, Antônio Ermírio de Moraes.

4. Espiritual
As pessoas que possuem esse tipo de carisma parecem conhecer um atalho para os céus e poder falar diretamente com Deus. Mesmo sendo líderes de uma única religião, são amadas e admiradas por seguidores de outros credos.
Exemplos: papa João Paulo II, Gandhi e madre Teresa de Calcutá.

5. Político
São os grandes condutores e transformadores das sociedades - para o bem ou para o mal. O sociólogo alemão Max Weber foi o primeiro a classificá-los, no começo do século passado.
Exemplos: Jesus Cristo, Napoleão e Adolf Hitler são as matrizes do tipo. O inglês Winston Churchill, os presidentes americanos Ronald Reagan e Bill Clinton e o brasileiro Juscelino Kubitschek fazem parte da tipologia.

6. De estilo
Esse tipo de carisma acompanha os passos das top models que marcam época, apresentadores de televisão cujo sucesso parece nunca acabar e artistas que sobrevivem a escândalos colossais.
Exemplos: Gisele Bündchen, Woody Allen, Silvio Santos, Steven Spielberg.

7. Depois da morte
Em geral, artistas incompreendidos em seu tempo e toda a galeria de santos e profetas cujos méritos só foram descobertos muito tempo depois de sua passagem pela Terra.
Exemplo: o pintor holandês Van Gogh é a mais formidável encarnação do tipo.

8. Mitológico
É o tipo de carisma que envolve personalidades misteriosas do passado cuja vida foi pouco documentada e cujos dons foram sendo agigantados pelas gerações que as sucederam.
Exemplos: exploradores e descobridores como Cristóvão Colombo e Marco Polo. Sedutores históricos como Don Juan e escritores místicos da linhagem de Nostradamus.

9. Intelectual
São em geral autores pouco lidos mas que todo mundo diz admirar e adora citar.
Exemplos: Platão, Sócrates e Shakespeare.

10. Intrínseco
Para Doe Lang, é o mais formidável e oculto dos tipos de carisma e aquele que pode ser identificado e desenvolvido por qualquer pessoa. Ele independe de talento, fama, fortuna ou de alguma conquista profissional ou intelectual.
Os exemplos são as pessoas cuja influência foi decisiva na vida de cada um: um professor, um chefe, os pais, um tio distante mas inesquecível.


VOCÊ TAMBÉM PODE TER...

Está superada a noção de que as pessoas ou nascem com carisma ou nunca vão tê-lo. Muitos autores sustentam que é possível a qualquer um desenvolver traços de carisma suficientes para ter uma vida pessoal e profissional mais satisfatória. O desafio é mais complexo do que ensinar um tímido a falar em público com desenvoltura, mas os relatos de sucesso são animadores.
Abaixo, as principais sugestões feitas por psicólogos e estudiosos do comportamento humano.

A 'MENSAGEM SILENCIOSA'

O que é
É a primeira impressão que as pessoas causam aos estranhos antes de abrir a boca. Pode ser chamada de 'presença', 'aura', 'energia' ou 'linguagem corporal'. A mensagem silenciosa é emitida pela roupa, pelas expressões faciais e pelos gestos.


Seu poder
Os ditados segundo os quais a 'imagem é quase tudo' e 'não se tem uma segunda chance de causar a primeira impressão' refletem a realidade.


Como aprimorá-la
O primeiro passo é ter um julgamento positivo sobre si mesmo. Quando isso ocorre, a pessoa tende a se vestir melhor, mover-se com mais harmonia e falar num tom agradável. Em geral, não se consegue melhorar a auto-estima sem recorrer a terapias.
Ajuda a adquirir pelo menos uma habilidade nova por ano, como tocar um instrumento musical, fazer um curso de arte, história, geologia ou mergulho - qualquer campo distante de sua área de trabalho.

FALAR COM SEGURANÇA

O que é
Significa transmitir aos ouvintes - desde uma roda de amigos até um auditório cheio - a idéia de que vale a pena ouvi-lo. Um grande orador, o inglês Winston Churchill, dizia que cativar uma audiência com palavras é quase um milagre. 'Dez mil pessoas na platéia? Dez vezes mais viriam assistir a meu enforcamento.'


Seu poder
Quem consegue ser ouvido com prazer já atingiu metade de seus objetivos.


Como falar melhor
Boa notícia: os cursos de fala e postura funcionam - 80% dos alunos conseguem dominar a ansiedade e o medo do palco.

OUVIR COM ATENÇÃO

O que é
O presidente americano John Kennedy afirmou que essa era sua maior qualidade. O brasileiro Tancredo Neves dizia que uma boa reunião era aquela da qual ele saía 'rouco de tanto ouvir'.


Seu poder
Quem sabe ouvir faz os demais se sentir valorizados e importantes, aumenta sua própria credibilidade, atrai confiança e cooperação do grupo.


Como ouvir melhor
Comece por nunca completar as frases de seus interlocutores. Isso sugere que você já sabe que vão dizer algo previsível, sem importância.


Esses e outros conceitos são desenvolvidos no curso de expressão verbal ministrado pelo Professor Reinaldo Polito.
Escolha o mais apropriado para você - Cursos