Curso de Expressão Verbal

Como falar corretamente e sem inibições

Ficha Técnica


 

 

ISBN- 8502056530
Livro em Português

Brochura
111ª edição - 10ª reedição 2016 - 312 pág.

Publicado na Espanha, Colômbia, Portugal e Rússia

Mais de 340 mil exemplares vendidos

 

Sinopse

'Seu livro Como Falar Corretamente e Sem Inibições está há meses na lista dos mais vendidos. É de se perguntar por quê? As pessoas parecem estar interessadas no que ele tem a dizer.'

Páginas Amarelas de Veja

 

Apresentação

Com mais de 540 mil exemplares vendidos, o livro Como falar corretamente e sem inibições, do especialista em expressão verbal Reinaldo Polito, ultrapassa 111 edições.

Campeão de vendas na área de interesse geral da Editora Saraiva, o clássico consagrado pelo público, sempre presente nas listas dos mais vendidos em todo o país, vem recebendo desde o seu lançamento elogios de renomados órgãos da imprensa.

Autor de 27 livros sobre a arte de falar em público, Reinaldo Polito expõe nesta obra ampliada, atualizada e totalmente reformulada, de maneira clara, simples e didática, toda sua experiência de décadas ensinando executivos e profissionais liberais de alto nível a se apresentarem com desembaraço e sem inibições. Cada capítulo é uma verdadeira aula que traz passo a passo todas as técnicas para tornar-se um comunicador excepcional.

O leitor aprenderá como controlar o medo de falar em público, falar de improviso, conquistar ouvintes hostis e indiferentes, preparar e fazer palestras, evitar o branco, ordenar o raciocínio, ampliar o vocabulário, melhorar a voz, corrigir a postura e a gesticulação, fazer saudações e despedidas, apresentar oradores, usar o microfone, participar de reuniões e desenvolver todos os aspectos da boa comunicação.

Desde sua 50ª edição a obra traz também um CD áudio. Em 57 minutos de gravação, Reinaldo Polito apresenta os principais tópicos do livro, mesclando com discursos originais dos maiores oradores do Brasil, entre eles Waldir Troncoso Peres, Blota Júnior, Ney Gonçalves Dias e Jânio Quadros.

Com a leitura deste livro você aprenderá como:

• Controlar o medo de falar em público 
• Preparar e fazer palestras 
• Falar de improviso 
• Conhecer e conquistar plateias 
• Ampliar o vocabulário 
• Melhorar a voz 
• Corrigir a postura e a gesticulação 
• Fazer saudações e despedidas 
• Apresentar oradores 
• Usar o microfone 
• Participar de reuniões 
• Desenvolver todos os aspectos da boa expressão verbal. 

 


 

Pouco mais de duas palavras - Para a 111ª edição

Esta talvez tenha sido a atitude mais corajosa e ousada de toda minha carreia como escritor - reformular completamente o livro “Como falar corretamente e sem inibições”. No final você vai entender o que estou dizendo. Há alguns dias eu estava recordando da época em que escrevi este que foi o meu primeiro livro. Pensei na dificuldade que tive para redigir cada uma de suas páginas. Só na primeira devo ter consumido mais de um mês. Sempre que voltava a ela encontrava uma incorreção. Ou era uma palavra repetida, ou uma vírgula mal colocada, ou uma frase truncada. Depois arrancava a folha do caderno, amassava e começava tudo de novo. Preciosismo?Talvez, mas, para ser bem sincero, era mesmo incompetência do escritor. E foi assim, palavra por palavra, frase por frase, capítulo por capítulo, até que depois de nove anos consegui chegar ao final. Como caprichei naqueles exemplos! Substitui cada um deles inúmeras vezes, pois sempre achava que podia encontrar uma ilustração mais apropriada para o conceito que acabara de desenvolver. Assim que completava um capítulo corria até à casa do meu querido amigo e professor de português Louzã de Oliveira, já falecido e de quem tenho muita saudade. Ainda na minha frente ele lia com paciência página por página, sem fazer nenhum comentário, só levantando vez ou outra a sobrancelha. Terminada a leitura, colocava as folhas sobre a mesa de centro da sala de visitas, recostava-se na poltrona e dizia o que eu mais queria ouvir: tá muito bom Polito! Só a sua letra que está piorando cada vez mais. Sim, porque como eu não usava máquina de escrever, era tudo manuscrito com meus ilegíveis garranchos, e naquela época nem se pensava na existência do computador. Ao me despedir ele avisava que daria mais uma olhada com cuidado e depois faria as  observações. Algumas vezes o texto vinha todo rabiscado, com sugestões de toda ordem, em outros momentos praticamente não necessitava de nenhuma alteração. Valeu a pena o trabalho, pois o livro ficou do jeito que eu queria. Começava aí a batalha para sua publicação.

No princípio da década de 1980, Nilson Lepera, hoje diretor comercial da editora saraiva, era meu aluno no curso de Expressão Verbal e, em uma das aulas, como eu estava entusiasmado com o progresso do livro, que aos poucos ganhava novos capítulos, comentei que logo ele estaria pronto. Foi quando ele me perguntou se eu já havia assumido compromisso com alguma editora e, diante da minha resposta negativa, pediu que o procurasse assim que o livro estivesse concluído. Cerca de dois anos depois, com o último capítulo finalizado, liguei para avisá-lo e percebi que a história mudara de rumo: Polito, disse-me ele, verifiquei com o pessoal da editora sobre a possibilidade de publicar seu livro, mas há pouco interesse porque o assunto foge do nosso foco de atuação, que se restringe às obras didáticas e jurídicas. Está certo, sem problemas, respondi. Agradeci seu empenho e disse que encontraria uma solução. Após perambular de editora em editora sem resultado, já que ninguém queria assumir a publicação da obra, dois ou três meses depois, já com os custos de fotolito e gráfica em mãos, liguei novamente para avisá-lo que resolvera publicar o livro por minha própria conta. Não faça isso, ele me disse de maneira veemente. E explicou: O fato de o assunto não estar em nenhuma das nossas áreas não significa que eu tenha desistido, ao contrário, acho que seu livro poderia dar início à publicação das obras de interesse geral e, cá entre nós, tenho certeza de que será um sucesso histórico.

Não sei se o meu hoje querido amigo Nilson Lepera baseou essa profecia apenas na sua experiência e visão profissional ou em algum tipo de intuição, mas o certo é que ele, felizmente, tinha toda razão. A área de interesse geral da Saraiva é uma realidade e o Como falar corretamente e sem inibições está fazendo história, pois é de longe a obra no gênero mais publicada no Brasil. Ultrapassou a marca das 100 edições; permaneceu três anos nas listas dos mais vendidos do país, sendo que em várias figurou em primeiro lugar; foi aprovado e adotado por rigorosos programas governamentais  e rompeu nossas fronteiras com a publicação em diversos países.

Da época da sua publicação para cá fiz pequenas alterações no seu conteúdo, sempre mantendo o padrão inicial. A modificação mais importante ocorreu na 50ª edição quando inclui um CD de áudio com os melhores discursos da obra na voz dos próprios oradores. 
Na última década passei a escrever artigos para revistas, jornais e sites. Houve época em que escrevi 20 artigos por mês, e alguns bem longos com cerca de seis a oito páginas. Foi um exercício muito interessante, pois para que os leitores desses veículos se envolvam com a  mensagem, além de ter bom conteúdo, o texto precisa ser leve, arejado, bem-humorado e instigante. Se o artigo for chato, a página é virada num piscar de olhos. Por isso, fui obrigado a transmitir o conhecimento técnico numa linguagem mais atraente. Aos poucos fui passando esse estilo mais solto ao escrever os novos livros e na reformulação daqueles que já havia publicado. Para isso contei com a parceria de um dos profissionais mais competentes que já conheci, Rogério Gastaldo, editor de diversas áreas das Editoras Saraiva, Atual e Formato. Ora eu tomava a iniciativa de reformular determinado livro, ora ele me cutucava para que eu aceitasse um novo desafio. Entretanto, o grande campeão de vendas “Como falar corretamente e sem inibições” continuava com o mesmo conteúdo de sempre. Um dia liguei para o Rogério e propus uma verdadeira revolução, pegar os melhores temas que estavam nos livros mais recentes,  “Um jeito bom de falar bem” e “Fale muito melhor”, já com a nova redação, passar para o “Como falar” e transformá-lo numa outra obra, a melhor que eu poderia escrever. Como a proposta era muito ousada, pois iríamos mexer com livros que encontraram ótima aceitação no mercado, tanto que tiveram 16 edições e também entraram para as listas dos mais vendidos do país, imaginei que ele precisasse de tempo para pensar e fazer muitas reuniões para tomar a decisão. Grande engano. Assim que terminei de falar, ele respondeu: eu topo. Entrei de cabeça no projeto e o resultado é este livro que você está lendo. Que prazer! É como se eu estivesse colocando uma fantasia bonita e bem acabada naquele livro construído há tanto tempo durante nove longos anos. 
Mais uma vez quero agradecer a esses dois amigos, Rogério Gastaldo, por me ajudar com sua competência profissional e confiar nos meus projetos literários, e Nilson Lepera, que naquele momento onde todas as portas estavam fechadas, estendeu a mão e enxergou o percurso vitorioso que este livro tem percorrido. Dediquei a ele a  100ª edição do “Como falar corretamente e sem inibições”, e mais uma vez é a você Nilson Lepera que dedico este “Novo como falar”.
 

Reinaldo Polito

Prefácio


Blota Júnior

A alma de um livro é a sua íntima e generosa proposta, sua intenção e objetivo. É aquilo a que se impõe buscando abrir o seu caminho, disposto a existir. Mas seu coração está no que se propõe, como ideal e doação. Ao encontrar a resposta da mensagem que encerra, qualquer que seja, lírica ou perturbadora, consoladora ou panfletária, realiza um milagre de comunicação, e aí, somente aí, terá valido a pena ter sido escrito. E impresso. Mais que tudo, ser lido.
Falar. Corretamente. Sem inibições. Eu já desacreditava que num mundo de gestos rituais, de linguagem mímica, de monossílabos, de interjeições guturais, isso ainda viesse a ter importância. Vindo de uma geração onde aprender a língua, e cultivá-la, conhecê-la através do Latim (por mais que isso nos custasse), era a pedra angular de qualquer profissão, assim como tantos outros, eu já supunha encerrado o tempo dessa arte tão cara e tão bela de falar bem. Corretamente. E sem inibições.

Ao participar, certa noite, da cerimônia da entrega de certificados de conclusão de um Curso de Expressão Verbal, uma pequena luz de esperança tiniu (no meu mundo de imagens e sons, nada impede que um lampejo remoto de luminosidade se acompanhe de um breve som cristalino) bem lá no meu fundo. A simples existência de um Curso de Expressão Verbal já supunha missão heróica... e inglória. Mas, naquela noite, sentado à mesa, vi desfilar, uma a uma, pessoas que durante semanas deixaram de lado o lazer e o descanso, algumas delas encanecidos dirigentes de empresas, atendendo a uma necessidade muito íntima de saber transmitir suas idéias e planos, de aprender a comunicar sonhos e sentimentos. Era como uma formatura, carregada de emoção, diferente apenas porque seria impossível definir ali o traço de ligação de um grupo heterogêneo, capaz de perturbar qualquer especialista de pesquisa, desses que tabulam 'razões motivacionais', 'faixas etárias', 'situação socio-econômica', 'origem étnica', 'grau de escolaridade' e outras altas e inúteis indagações.

Foi assim, e ali, que recebi confortadora sensação de reencontro com meu velho amor pela oratória, nascido nos bancos ginasianos, ungido e confirmado sob as Arcadas de São Francisco, e que me tem valido pela vida adentro, no rádio, na televisão, nos palanques, nas tribunas parlamentares e até forenses, como bissexto defensor no Tribunal do Júri.
Nasceu ali, e assim, minha admiração pelo trabalho correto e apaixonado do Professor Reinaldo Polito - e daí, possivelmente, esta apresentação com que nada lucra seu livro, mas serve como depoimento de aplauso e entusiasmo sincero.
A alma de seu livro consiste na minuciosa colheita de antecedentes históricos, da ordenação sistemática de ensinamentos altamente válidos, da busca de exemplos imortais de mestres da expressão e da retórica. E o coração se abre no desejo de que seus leitores encontrem um roteiro seguro para a ambição legítima de saber transmitir, comunicar, expressar-se. Temos lutado sempre por liberdades fundamentais, entre as quais se inclui, vital e nobre, a liberdade de expressão. A ela, sem dúvida, corresponde o dever da expressão certa, a idônea, democrática na essência e formosa na construção. Assim, será perfeita.

O meritório trabalho de Reinaldo Polito se inicia 'a partir da pesquisa do comportamento de milhares de homens e mulheres pressionados pelo medo de falar em público'. Bem a propósito, usa o termo 'medo', que a princípio parece não se compadecer (pela conotação infantil ou imatura), com a figura de executivos e profissionais liberais, conceituados e respeitáveis, que muito freqüentemente se omitem e não participam, com sua opinião e seu conhecimento, em reuniões onde sua palavra seria proveitosa. Estabeleceu a sua filosofia de trabalho 'na valorização das qualidades de cada um, sem considerar falhas ou aspectos negativos de sua apresentação'.
Assumindo a responsabilidade de que seus alunos venham a falar em público com desembaraço e sem inibições, este jovem condutor de idéias justifica a velha assertiva de que 'os poetas nascem, e os oradores se fazem'. De outra maneira (vá lá a reminiscência histórica, por mais antiga que seja) nossos velhos conhecidos Demóstenes, Cícero e o menos votado Quintiliano jamais teriam atravessado a poeira dos tempos se não tivessem 'aprendido' a falar com desembaraço e sem inibições. Embora, curiosamente, grandes mestres da retórica ateniense jamais tivessem sido grandes oradores, mais capazes de ensinar que praticar.

É verdade que o autor não exige pouco. Determinando que o orador não nasce feito, mas deve desenvolver qualidades potenciais, nosso jovem mestre incumbe-se de regar e florescer requisitos (que considera imprescindíveis) de memória, habilidade, criatividade, entusiasmo, determinação, observação, tea-tra-li--zação, síntese, ritmo, voz, vocabulário, expressão corporal, naturalidade, conhecimento. Assustador? Desestimulante? Não, nem um pouco. É um desafio novo e até encorajador, e que a própria leitura deste livro torna tarefa amena e gratificante.
Vale a pena acrescentar que este livro nada esquece na abertura dos caminhos, e sem a pretensão de um tratado pomposo e cansativo, indica e orienta, e mais que tudo nos acompanha a cada passo, a cada necessidade, em cada situação. Desde falar a crianças, a jovens, a idosos, a mulheres, até a multidões, sempre a observação a um tempo segura e tranqüila, a palavra certa na hora certa. É sempre difícil escapar da tentação de ensinar 'o que' falar, para chegar ao pedagógico 'como' falar. Até aí o autor é realmente mestre de comunicação verbal, e se alteia da cômoda e lucrativa fórmula de um banal 'Guia Prático do Orador Moderno', naquele mesmo invencível estilo de 'Secretário dos Amantes' ou o 'Guia Epistolar para Efemérides Diversas'...

É, sem dúvida, o orador a expressão mais completa e rutilante do comunicador. A ele compete enfrentar os auditó-rios, sejam pequenos comitês, sejam multidões farfalhantes na imensa praça pública. A ele cabe transmitir a nova, a idéia, a mensagem, a luz. Ali está a sua platéia, ou fria, ou indiferente, ou inamistosa, ou expectante, ou fanatizada, ou enlouquecida. A partir do instante em que desfecha a palavra inicial, não mais se pertence ou se protege. Cabe-lhe enfrentar a incontrolável maré, e vencê-la. Por sua voz, e apenas pelo que fala, ou domina ou se perde. Ou convence, ou se frustra. Pela simples força da sua expressão, terá que conquistar uma vontade esquiva e dispersa. Necessita persuadir, comover, abalar, conduzir a força estranha na direção que deseja. E sentir que tudo afinal se realizou por força da palavra, brotada do coração sensível, nascida da alma transportada em êxtase, sentir que se alcançou não apenas uma transigente benevolência, mas a rendição total dos espíritos.
Nada se compara a esse instante de milagre, quando o orador parece tocar-se de divina centelha, e transfigura-se, incendiado da mais viva inspiração, como se dos mistérios do infinito mil forças viessem se juntar à sua força, e mil vozes se reunissem à sua possante voz canora, que então escachoa, iluminada, dominadora e irresistível, arrebatando, elevando, transportando almas e corações às altas regiões onde o espírito humano é mais puro e mais digno.

Para citar as palavras de Ruy: 'Como o espírito do Senhor se librava sobre as águas, a sensação da iminência de um poder invisível paira sobre a tribuna ocupada por um verdadeiro orador. Já ninguém se engana com a corrente do fluido im-ponderável e maravilhoso que se apodera das almas. É a espontaneidade, a sinceridade, a liberdade em ação'.
Inimigo a ser vencido, fera a ser domada, deslumbradora mulher a ser conquistada, o auditório está a nossa frente, em cada momento, em nossas vidas. Não cuide o orador de que fará melhor em 'vendendo-se' ou 'vendendo uma idéia'. Esse é apenas um vulgar 'marketing' da oratória, que se encerra uma vez concluída a venda do produto. É muito pouco.
Todo o brilho, toda a beleza, toda a expressão da verdadeira eloqüência resiste ao tempo, imortaliza-se na lembrança, permanece viva e indelével na emocionada memória dos que participaram daquele mágico instante de criação, em que um homem, pela simples força de sua palavra, foi capaz de render a seus pés a multidão maravilhada.


 

 

Um conceito de Oratória

 

Alves Mendes

A oratória é a mais típica e a mais gráfica manifestação da arte, porque é a arte da palavra - da palavra que é a vestidura do pensamento, da palavra que é a forma da idéia, da palavra que é nítida voz da natureza e do espírito, da palavra que é tão leve como o ar e tão irisada como a mariposa, da palavra que é transparente como a gaze e tão sonora como o bronze, da palavra que cicia como a aura e troa como o canhão, que murmura como o arroio e ruge como a tormenta, que prende como o imã e fulmina como o raio, que corta como a espada e contunde como a clava, que fotografa como o sol e acadinha como o fogo; da palavra que ostenta a majestade da arquitetura, o relevo da escultura, o matiz da pintura, a melodia da música, o ritmo da poesia, e que por seus rendilhados e riquezas, por suas graças e opulências, aclama a oratória, rainha das artes, e o orador - rei dos artistas!

Resenha crítica

Ely Vieitez Lanes


Jornal “A Cidade” – Ribeirão Preto

Literatura
Hoje e Sempre

A ARTE DE DEMÓSTENES
Como Falar Corretamente e Sem Inibições

REINALDO POLITO é professor de Expressão Verbal especializado no treinamento de empresários executivos e profissionais liberais de alto nível. Forma anualmente mais de 1000 alunos na arte de falar em público e ministra cursos para as maiores empresas do país. Toda sua experiência foi transportada em livro numa linguagem objetiva, destinada a todos aqueles que se interessam pelo aperfeiçoamento da comunicação falada. 
Esta é a informação que vem na orelha do primeiro livro de Reinaldo Polito, “Como falar corretamente e sem inibições” (Editora Saraiva, 17ª edição, S. Paulo, 1988). É um livro prático, de comunicação agradável, com capítulos curtos, textos expressivos, de qualidade muito boa, que enriquecem a obra, com conselhos eficientes sobre a arte de falar em público e a comunicação falada. O autor mostra uma erudição discreta, com citações muito adequadas aborda quase todos os problemas relacionados ao tema central do livro, é direto e convincente.
Após uma breve parte teórica sobre a Oratória, o autor dá uma orientação muito prática de como controlar o medo de falar em público (Cap. II), apresenta quinze qualidades do orador para ajudá-lo a falar melhor (cap. III), faz uma análise do público, orienta como preparar um discurso, fala especificamente sobre as partes do discurso e como falar em circunstâncias diversas. O capítulo VIII traz questões práticas, que vão desde o uso do microfone, como participar de uma reunião de empresa, até como reagir diante de problemas acidentais com um auditório, em diversas situações.
Quando orienta sobre figuras de retórica a serem usadas, o autor poderia mencionar a preterição, que é de grande efeito, assim com deveria, talvez, abordar o vício comum da mistura de tratamento, com alguns conselhos breves sobre o emprego do imperativo afirmativo e negativo, cujo conhecimento é um problema muito sério na comunicação falada, entre oradores. 
Para quem quer falar bem em público, há afirmações inteligentes falando do jovem: “Todos os assuntos poderão interessar-lhe desde que convenientemente abordados”.
Dá conselho eficaz para não usar chavões ou frases vulgares (PP.110,111) e até uma receita final para a boa comunicação, dada por um ex-aluno do curso (p. 203).
O livro é precioso, mesmo para estudantes de segundo grau e do curso superior. Sobre a eficiência do curso ministrado pelo professor Reinaldo Polito há uma série de depoimentos altamente elogiosos feitos por personagens marcantes entre nossos políticos, artistas de teatro e comunicadores. Esses depoimentos vêm em um atraente encarte sobre o autor, seus livros e seu instituto de Oratória.