Curso de Expressão Verbal

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Gíria, jargão e palavrão, não, diz Reinaldo Polito em evento na Fiesp

Especialista em oratória destacou o bom humor, carisma e a expressão corporal como boas formas de seduzir a plateia

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

Reza o ditado que falar é fácil, o difícil é fazer. Muita gente que tenta falar em público não acha isso verdade. Falar é difícil, e para ajudar o empreendedor a superar essa barreira, o Congresso “CJE Superação pelo Conhecimento” convidou Reinaldo Polito, mestre em ciências da comunicação e professor de expressão verbal. Ele fez palestra nesta segunda-feira (9/11­) sobre como falar e conversar na vida corporativa com segurança e eficiência, durante o evento, organizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Durante o encontro, ocorrido na sede da entidade, Polito deu dicas de como conseguir uma excelente oratória e como falar bem em público. Segundo o especialista, expressar-se publicamente é uma questão de treinamento e é importante seguir quatro fatores que dão a total credibilidade na área da comunicação.

“Para ficar mais segura diante do público a pessoa deve seguir as seguintes recomendações: ter naturalidade, envolvendo e participando da causa; ter emoção, falar com energia e entusiasmo, mostrando que está envolvido com o tema; conhecer o assunto com profundidade e por último ter conduta exemplar, mostrando que aquilo que você fala você faz”, afirmou.

Além disso, Polito falou dos meios de comunicação que o orador tem para enviar a mensagem ao ouvinte e a importância de cada um deles dentro do processo de entrega. “Um dos principais meios de nos comunicarmos é a voz. É preciso observar a dicção, sem perder a naturalidade, e que a fronteira dela está na compreensão do ouvinte. O mais importante da voz está na alternância que devemos pronunciar entre a velocidade e intensidade, sempre envolvendo os ouvintes.

Um bom vocabulário é o segundo ponto que Polito abordou no processo de entrega da mensagem. “Evite gírias, palavrões e termos específicos de determinado assunto. Seja simples, objetivo e suficiente para identificar todas as suas ideias e pensamentos”, alertou.

Por fim, o professor também citou a expressão corporal como um meio de se comunicar e afirmou que é preciso ter atenção. “Nosso corpo fala e está sempre em comunicação. O gesto precisa ser natural. Evite falar com braços nas costas, mãos nos bolsos, braços cruzados, com postura arrogante e prepotente. O mais importante é a comunicação visual, veja como o público está reagindo e vá adequando o discurso conforme a resposta da plateia”, sugeriu.

Para Polito, um bom orador precisa ser carismático, bom contador de histórias e bem-humorado. “Há exceções que até servem para confirmar a regra, mas, em quase todos os casos, esses são ingredientes fundamentais para o sucesso na comunicação. Cada um, a sua maneira, contam histórias, brincam com a plateia e seduzem os ouvintes com seu jeito de ser. Embora o conteúdo seja importante, de nada adiantaria conhecer o assunto se não fossem essas ações que projetem e marcam a imagem do orador”, finalizou.