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24 ago 2019

Algumas verdades sobre livros e livrarias

Reinaldo Polito

O Brasil sempre foi criticado por ter poucas livrarias e um número reduzido de leitores. Embora já esteja confirmado que a estatística é folclórica, os argentinos não perdem oportunidade de dar uma gozada com a nossa cara dizendo que a Argentina possui mais livrarias do que o Brasil. O pior é que alguns brasileiros embarcam nessa milonga e repetem a informação sem questionar. Não é verdade. Temos quase o dobro do que los hermanos. A goleada é de 1500 para nós contra 800 para eles. Segundo dados fornecidos pelas distribuidoras de livros, os pontos de vendas podem ultrapassar a casa dos 2.200. Das 800 livrarias existentes na Argentina, 400 estão em Buenos Aires. Das 1500 livrarias em atividade no Brasil, 200 estão em São Paulo e 150 no Rio de Janeiro. As outras estão distribuídas por todos os cantos do país, com maior concentração na região sudeste. O problema é o número de habitantes por livraria. Enquanto na Argentina há uma livraria para cada 50 mil argentinos, no Brasil para cada livraria temos 84. 500 brasileiros. Nesse aspecto precisamos melhorar muito.

Temos de levar em conta que 25% dos livros produzidos no Brasil, estão fora das livrarias convencionais. Essas obras são compradas pelo governo diretamente das editoras. Se esse público estivesse consumindo normalmente no mercado, provavelmente o número de livrarias seria maior. O ponto positivo é que o governo compra em grande quantidade e, por isso, faz negociação mais vantajosa. A desvantagem está no fato de que com esse tipo de comércio mais fechado os estudantes não se habituam a freqüentar livrarias.

Na semana passada tivemos uma verdadeira festa de livros. De 09 a 19 de março funcionou a 19ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Pela primeira vez a Bienal foi realizada no Anhembi. Um local perfeito para esse evento. O público foi espetacular, provando que o brasileiro gosta de livro. Mais de 800 mil pessoas perambularam pelos estandes das editoras e livrarias nos 57 mil metros quadrados do pavilhão. Pelo levantamento final cerca de 80% dos visitantes compraram livros. Ficaram expostos 1,5 milhão de livros, e foram lançados mais de 3 mil novos títulos. O público contou com a presença de 700 autores brasileiros e estrangeiros autografando suas obras.

Se temos muito ainda a fazer para melhorar a presença do brasileiro nas livrarias, o sucesso dessa Bienal nos deixa bastante animados. Há esperança.

Gostei muito dessa Bienal. Achei o espaço excelente, os estandes das editoras e das livrarias muito bem distribuídos e organizados, as conferências e debates bem programados. Enfim, foi uma semana boa para ser curtida e aproveitada. Além de ter meu livro “Superdicas para falar bem” como o mais vendido na Saraiva e entre os primeiros de toda a Bienal, fiz ótimos contatos para publicar algumas das minhas obras em diversos paises. Assinei contrato com a Editorial Diana do México para publicar o “Assim é que se fala” em língua espanhola em toda a América Latina. Bela semana. Nada a reclamar. Quem não veio perdeu um belo passeio. Por isso, venha na próxima, acho que vai ser melhor ainda.

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