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09 dez 2018

Catarina sai das sombras

Reinaldo Polito

Em todos os cantos desse país encontro araraquarenses. Até lá no Jarí, que fica no Norte do Estado do Pará, na divisa com o sul do Estado do Amapá, trombei com pessoas da nossa cidade em um dos cursos que ministrei naquele local longínquo, onde só se chega de barco ou de avião.

Como menciono o nome de Araraquara várias vezes em minhas aulas e palestras, sempre aparece alguém no final para se identificar como filho da Morada do Sol. É gratificante saber que todos, sem exceção, sentem muito orgulho da nossa cidade. Cada um desses conterrâneos tem uma história de amor pela nossa terra para contar.

A maioria diz que já me conhece e sabe que sou araraquarense por causa dos artigos que escrevo na Tribuna. Fico emocionado quando descubro que alguns até colecionam meus textos.

Pouco tempo atrás desvendei um segredo bem guardado há mais de vinte anos sobre mais uma bonita paixão por Araraquara. Em 1985 Gilmar Margonar, o Catarina, de quem já falei algumas vezes nesta coluna, ficou enciumado porque alguns times de futebol levavam o nome da cidade na camisa, e a Ferroviária não.

Depois de pensar como solucionar essa questão que o incomodava, resolveu escrever uma carta anônima sugerindo que o nome de Araraquara fosse incluído na camisa da Ferrinha. Eu tive acesso a essa carta escrita em novembro de 1985. Nosso amigo Catarina foi bem-sucedido em sua empreitada, pois em apenas três meses após sua sugestão, em fevereiro de 1986, o nome de Araraquara já estava na camisa grená.

Agora que subimos para a série A2 e estamos determinados a voltar para série A1, nada melhor do que comemorar todas essas conquistas com o orgulho de ver  o nome de Araraquara sendo levado para os mais diferentes estádios de futebol.

Essa iniciativa do Catarina  serve de exemplo para todos nós. Quantas vezes reclamamos de situações que nos incomodam, mas não damos um passo sequer para encontrar a solução.

Por acaso descobri que foi o Gilmar Margonar o dono dessa idéia. Ele não teve nenhuma intenção de se promover com esse fato. Tanto que passados mais de vinte anos nem quem recebeu a carta com a sugestão soube a identidade do remetente.

Parabéns Catarina. Agora que já saiu das sombras posso dizer- Araraquara deve essa a você.

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