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04 abr 2018

Descontentamento é o maior problema

Os problemas de comunicação não surgem isoladamente. São, na verdade, partes interdependentes de uma engrenagem muito mais complexa que precisa funcionar de forma harmoniosa. Só para exemplificar, se um executivo enfrenta problemas familiares, por mais que queira se distanciar dessa pressão doméstica, fatalmente sentirá as consequências na qualidade da sua comunicação.

 

Da mesma forma, se o ambiente na empresa não contribuir para a tranquilidade e o bem-estar do profissional, a qualidade da comunicação poderá ser afetada. Disputas internas, descontentamentos, situações mal resolvidas, frustrações e sentimentos de impotência impedem, às vezes, que o profissional se expresse de forma competente.

 

Portanto, para falar bem não bastam apenas os aspectos técnicos da comunicação, mas também as questões emocionais que envolvem o profissional e suas relações com o ambiente onde desenvolve suas atividades. Os problemas são recorrentes e vale a pena refletir sobre eles.

 

Aqueles que acompanham meus textos semanais nesses mais de três anos em que escrevo aqui neste espaço falando sobre comunicação, carreira e comportamento sabem que meu e-mail fica disponível para quem desejar comentar, elogiando, criticando, sugerindo ou complementando os temas abordados. Tenho todas as correspondências guardadas e respondo a todas elas.

 

Ao fazer um balanço dos e-mails que tenho recebido constatei que a maioria me escreve para dizer que está descontente. Uns descontentes com a empresa, com a carreira, outros com colegas, superiores hierárquicos, subordinados. Enfim, o que não falta é gente reclamando, às vezes com razão, em outras ocasiões nem tanto.

 

Embora um e-mail normalmente não permita que as informações cheguem com os detalhes que deveriam ter e as reclamações surjam “viciadas” por mostrarem apenas um dos lados da questão, sempre é possível avaliar os problemas e classificá-los em grupos específicos.

 

Uma boa parte dos leitores escreve para reclamar porque estão descontentes com o ambiente de trabalho. Alguns se sentem perseguidos ou desconsiderados pelo chefe, outros dizem conviver com colegas “traíras”, que não perdem oportunidade para dar uma puxada no tapete. Não são poucos os descontentes com a baixa remuneração, a falta de perspectiva no desenvolvimento da carreira, ou por estarem há muito tempo trabalhando na mesma empresa.

 

Os que dizem estar tempo demasiado na mesma empresa apóiam sua reclamação no fato de que profissionais que não tiveram experiência em organizações diferentes são vistos como limitados e sem qualificação para enfrentar os novos desafios criados pelos tempos atuais. Posso dizer sim e não. Depende muito de cada caso.

 

Se, por um lado, desempenhar diferentes funções em diversas empresas pode aumentar o leque de oportunidades para a carreira, não é menos verdade que essa experiência pode ser adquirida em uma mesma organização.  Basta que o profissional se prepare fazendo cursos adequados, trabalhe com competência em cada cargo que exercer, e procure novas oportunidades que lhe permitam crescer e se desenvolver. Se, entretanto, sentir que naquela empresa as portas se fecharam para o seu progresso, aí sim deverá sair a campo em busca de novas oportunidades.

 

Há aqueles que reclamam com toda razão do comportamento do chefe. São “líderes” que agem como tiranos, como se ainda vivessem na idade da pedra. Nesse caso não há muito que fazer além de tentar uma mudança de área ou procurar outro emprego.  O cuidado que se deve ter é não demonstrar descontentamento e não fazer ameaça de que irá se demitir para não ser ainda mais prejudicado.

 

E mais, mesmo que troque de empresa, o melhor é pôr uma pedra em cima e não partir para a retaliação. Brigar com o chefe ou falar mal dele em qualquer lugar não contribui em nada para o progresso profissional. Portanto, ao se despedir não diga ao ex-chefe que está saindo por causa dele. É preferível dizer que irá a procura de novos desafios.

 

Por outro lado, há pessoas que reclamam do chefe porque acham que são mandões, que criticam o trabalho que fazem, que os acusam de não ser tão competentes. Pode ser que esses fatos ocorram realmente até na maioria dos casos, mas sinto que às vezes quem resmunga não tem razão. É sempre bom refletir bem para verificar se não é só uma questão de vaidade ou necessidade de achar um culpado para os fracassos da vida.

 

Trabalhar ao lado de pessoas falsas, inescrupulosas, interesseiras, maldosas, ou que mereçam adjetivos semelhantes é um sacrifício que ninguém merece. Se perceber que a pessoa que trabalha com você tem essas características, a melhor atitude é ficar na sua, e, de forma educada, tratar apenas de assuntos profissionais. Uma boa atitude também é manter o registro de tudo o que for discutido com ela. Um dia essas anotações poderão ser úteis.

 

Também nesse caso, percebo que algumas reclamações não têm fundamento. São mais fantasmas existentes no interior de quem reclama que fatos respaldados na realidade. Se alguém luta de maneira ética por uma promoção ou para se destacar com seu trabalho, a iniciativa deve ser vista como ação normal da vida. Perder ou ganhar disputas faz parte do jogo. Desde que essa busca seja legítima, aberta e leal não há motivo para desavença. Sacuda a poeira, dê a volta por cima e parta para novas conquistas.

 

Em todos esses casos está presente a habilidade de falar e de se relacionar. Quanto mais seguro e mais competente para se comunicar maiores serão as chances de se tonar um profissional vitorioso e bem-sucedido.

Superdicas da semana:

– Você não ganha nada falando mal da ex-empresa ou do ex-chefe.

– Reflita se as críticas que faz aos colegas não são motivadas por sua insegurança.

– Pense bem antes de mudar de emprego. Nem sempre vale a pena.

– Evite falar de assuntos pessoais com colegas de trabalho que não conheça bem.

 

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Livros de minha autoria que ajudam a refletir sobre esse tema: “o que a vida me ensinou”, “Como falar corretamente e sem inibições”, “A influência da emoção do orador” e “Superdicas para falar bem”, publicados pela Editora Saraiva.

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