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19 dez 2018

Ello metió la pata em la pelotita

Reinaldo Polito

No começo desta semana o presidente Lula acrescentou mais uma pérola no seu rico colar das gafes. No discurso que proferiu durante a inauguração de uma ponte na Venezuela Lula cumprimentou a platéia como “homens e mulheres da Bolívia”. Imagino que o público venezuelano deva ter pensado: Lulalá, ello metió la pata em la pelotita.

Engraçado que já não é a primeira vez que a Bolívia se transforma na beladona de presidentes. Em 1983, quando visitou o Brasil, numa reunião em Brasília, no Palácio Itamaraty, o presidente americano Ronald Reagan ao fazer um brinde aos brasileiros desejou “saúde ao povo da Bolívia”.

Com Fernando Henrique Cardoso houve inversão, em 1999, ele referiu-se aos bolivianos como sendo peruanos. Trocar nome virou esporte favorito de figuras de ponta da nossa história,  o presidente francês Jacques Chirac promoveu uma troca lamentável, ao dizer que Fernando Henrique Cardoso era presidente do México. Quando a imprensa francesa, na voz do tradicional Le Figaro, tentou amenizar a desgraça o remendo foi ainda pior. Disse que, “como o Brasil e a Guiana, o México é também uma terra da América”.

Embora a gafe seja democrática, pois não escolhe sexo, condição social, política ou econômica, o certo é que os mais poderosos e mais aquinhoados são as maiores vítimas. Se nós, pessoas normais, cometermos uma gafe, provavelmente, suas conseqüências se limitarão ao fato em si, ou seja, se restringirão às linhas confortáveis da nossa cozinha. É só passar a régua e fechar a conta. Com a elite, aqueles que freqüentam a tribo de cima, não. Bastou errar na escolha do talher, ou trocar o nome do visitante ou do anfitrião que já vira manchete. Para escrever este texto, por exemplo, fiz algumas pesquisas e mesmo tendo esmagado inúmeros tomates com memoráveis pisadas e escorregadelas, não encontrei nenhuma minha. Entretanto, bastou mencionar o nome do Lula e do Bush para que páginas e mais páginas surgissem, como se os fiascos dos poderosos fossem motivo de comemoração.

Sei não, às vezes é melhor ser meio anônimo.

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