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21 maio 2019

Esquema mental

por Reinaldo Polito

Nas últimas semanas estudamos diversas técnicas de apresentação da mensagem: a leitura, o improviso, o cartão de notas e o roteiro escrito (se desejar revê-las clique em “leia os artigos já publicados” no final desta página). Hoje vou falar sobre uma forma muito eficiente de expor um assunto: o esquema mental.

O esquema mental é uma técnica simples, eficiente e muito prática de preparar uma apresentação. Assemelha-se a um roteiro escrito simplificado, com a diferença de que as etapas da apresentação em vez de ficarem no papel são guardadas mentalmente. Como os tópicos precisam ser memorizados, devemos relacioná-los em pequena quantidade e de uma maneira simples para que possam ser lembrados com facilidade.

Provavelmente, a grande maioria das pessoas que se apresentam falando de improviso estão, na verdade, usando um esquema mental. Como apenas as indicações das etapas são memorizadas, a impressão dos ouvintes é a de que a fala está sendo improvisada.

Roteiro para preparação de um esquema mental

Divida a apresentação em quatro partes:

Introdução – nesta parte você deverá conquistar os ouvintes.

Preparação – é a etapa em que você os ajudará a entender a mensagem central.

Assunto central – aqui você fará a apresentação do assunto.

Conclusão – nesta última etapa você fará uma recapitulação e pedirá aos ouvintes que reflitam ou ajam de acordo com sua proposta.

Se for preciso decore o que pretende dizer na introdução e na conclusão. A introdução e a conclusão constituem-se nos dois momentos mais difíceis e delicados da apresentação. A introdução porque é o primeiro contato com o público e quando a adrenalina acabou de ser despejada no organismo. É, por isso, normalmente, um instante de desconforto, nervosismo e hesitação. Sabendo quais são as informações que irá transmitir no início irá se sentir muito mais seguro e confiante para enfrentar o público. Prepare-se muito bem para iniciar e saiba quase palavra por palavra as primeiras frases. Entretanto, fique atento ao que estiver acontecendo no ambiente, e se perceber algum fato interessante, que substitua com vantagem as informações preparadas, faça a troca. O que você deve evitar é ir para frente da platéia sem se preparar, com a esperança de que essa informação interessante possa sempre surgir, pois se ela não aparecer sua atitude poderá comprometer o restante da fala.

Se você não tiver muita experiência de falar em público não se arrisque com introduções muito ousadas, como frases que provoquem impacto, fatos bem-humorados, ou reflexões que motivem alguém a se levantar para dar respostas. Prefira mensagens simples, como agradecer ao convite que recebeu, elogiar discretamente a platéia, ou agradecer a presença dos ouvintes.

Da mesma forma a conclusão. Dizem que Carlos Lacerda, considerado um dos maiores oradores da história do país comentava que no dia que aprendesse a encerrar estaria pronto para enfrentar qualquer platéia. Imaginado que se trate apenas de folclore ou exagero dos estudiosos da comunicação, a verdade é que encerrar não é fácil. É comum assistir a apresentações em que o orador encerra dizendo: Era isso o que tinha para dizer, muito obrigado. Com essas palavras vazias e inconsistentes as pessoas perdem excelentes oportunidades de encerrar com mensagens que valorizem a apresentação. No final, provavelmente, você já estará mais tranqüilo e confiante, mas mesmo assim, se for muito inexperiente não se arrisque com conclusões arrojadas, como pedir ações imediatas dos ouvintes, ou proferindo palavras de ordem. Encerre fazendo uma breve recapitulação da essência do assunto em apenas uma ou duas frases, agradeça a presença de todos, informe sobre sua satisfação de ter convivido com eles por momentos tão agradáveis e peça que pensem sobre a mensagem que acabou de transmitir. É lógico que se for bastante experiente, ou estiver se sentindo muito à vontade deverá aproveitar para encerrar pedindo que ajam de acordo com a proposta que acabou de expor.

O corpo da fala

Depois de preparar o início e a conclusão, esquematize o que irá dizer no corpo da fala. Num primeiro momento analise até que ponto os ouvintes conhecem as informações que irão ouvir e procure ajudá-los a compreender melhor a mensagem. Diga qual é o assunto que irá abordar, qual o problema que pretende solucionar e informe sobre as etapas que serão cumpridas ao longo da exposição.

Após essa orientação desenvolva seu assunto cumprindo o que acabou de prometer, ou seja, apresente as informações fazendo um histórico, mostrando diferenças entre os diversos aspectos a partir de comparações, e analisando conseqüências econômicas, políticas e sociais. Se julgar que os ouvintes poderão apresentar resistências às suas idéias prepare-se com antecedência para refutá-las.

Observe que será muito simples guardar mentalmente essas etapas da apresentação. Estude com cuidado cada uma delas para ter segurança do caminho que irá percorrer, mas evite memorizar tudo do jeito que estiver ensaiando. Decore apenas as etapas e deixe as palavras para o momento da apresentação, exatamente com faz no dia-a-dia quando está conversando.

Cada um deverá usar a técnica de apresentação com a qual possa se sentir mais à vontade.
O esquema mental é um bom recurso, e se você se sentir bem com ele será sempre uma boa opção.

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