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09 dez 2018

Eu detestava gatos

Nunca fui muito chegado em gatos. Sempre achei meio bobinhas as pessoas que se derretiam falando de seus bichanos. Pensava – que graça esse povo vê nesses felinos que não gostam muito de gente, ficam na deles, são barulhentos e vivem fazendo xixi nas cortinas para marcar território?

Minha mulher, entretanto, queria porque queria um gato. Fechei questão – gato em casa não entra. Só não disse que se entrasse um eu sairia porque não sou de ameaçar. Mas, que deu vontade deu.

Não fui firme o suficiente e sucumbi. Não só consenti que ela tivesse um gato como ajudei a escolher, comprei e dei de presente. Aprendi cedo que diante da derrota inevitável devemos garantir o futuro.

Billy é o seu nome. Um gato persa cor de mel, muito parecido como o Garfield. Desde os primeiros dias deu muito trabalho. Fazia cocô e xixi no canto que julgasse mais conveniente. Até a cadeira do meu escritório foi premiada. Pegou todos os tipos de doença que um gato pode pegar. Levou meses para sarar. Não sei se também por isso, ou se apesar disso me apaixonei pelo Billy. Agora ele está lindo. Faz suas necessidades na caixinha sanitária sempre no mesmo lugar. Quando chego em casa à noite, depois que termino de dar minhas aulas, ele está plantado na porta me esperando e me recepciona roçando o rabo nas minhas pernas. Depois que tiro o terno e vou escrever meus textos no computador, ele pula em cima da escrivaninha e se ajeita entre o teclado e o monitor. Faz isso todos os dias. No dia seguinte, às 6 horas da manhã, sobe na cama, pula no meu peito, e sapateia na minha cabeça até eu acordar. É o meu despertador.

Pois é, O Billy me deu uma bela lição. Quantas vezes temos rejeições porque as experiências que possuímos são insuficientes. Prejulgar é muito perigoso, pois além de corrermos o risco de cometer injustiças, podemos fechar portas importantes, que nos mostrariam bons caminhos para sermos felizes.

Falando em ser feliz, já são onze e meia da noite e o Billy está se aninhando no teclado do computado…r. Desculpe, é que a patinha dele estava bem em cima da letra erre.

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