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20 maio 2019

Fez 40 anos

Reinaldo Polito

Dia 29 de janeiro fez 40 anos que assisti a um dos jogos mais emocionantes da minha vida. O Cruzeiro de Belo Horizonte estava faturando todas. A Academia Celeste havia conquistado o campeonato brasileiro em 1966 com uma campanha excepcional: em 30 jogos conseguiu 25 vitórias, 4 empates e uma única derrota. A Ferroviária dava uma enorme alegria a sua torcida, pois voltava à divisão especial depois de se sagrar campeã da segunda divisão também em 1966.

Para comemorar o título foi marcado um jogo entre Ferroviária e Cruzeiro na Fonte Luminosa. Os jogadores do Cruzeiro, as grandes estrelas do futebol do Brasil, hospedaram-se durante uma semana no Hotel Uirapuru. Eu, garotão, não perdi a oportunidade e compareci lá quase todos os dias para bater uma bola com Tostão, Evaldo & Companhia. A partida foi realizada num domingo de tarde bastante ensolarada. O estádio estava lotado com 24.870 torcedores, e uma renda, em dinheiro da época, de CR$ 37.000,00. Era uma grana preta.

Começou o jogo e logo aos dez minutos do primeiro tempo Tostão deixou sua marca. Fiquei arrepiado e morrendo de medo, pois tudo indicava que seria uma carnificina, nossa faixa corria o risco de ser batizada com uma goleada. Demorou em vir o alívio – Pio empatou quase no finalzinho do primeiro tempo, um golaço aos 43 minutos. Fiquei rouco de tanto gritar gol.

No segundo tempo precisei me beliscar para acreditar no que estava vendo, Teia virou o jogo aos 24 minutos – incrível, dava para faturar aquele timaço. Entretanto, aos 39 minutos, quando parecia que os campeões brasileiros estavam no papo, a torcida ficou muda, mais uma vez Tostão voltava a marcar e deixar tudo igual no marcador, dois a dois.

Que jogo! Que emoção! Até hoje me lembro do Passarinho driblando meio time, deixando Néco, que estava na lateral esquerda, sentado, sem pai nem mãe.

A Ferroviária jogou com Machado, Belluomini, Fernando, Rossi e Joãozinho; Bebeto e Bazzani; Passarinho, Maritaca (Djair), Téia e Pio (Pulga).

A máquina do Cruzeiro contou com Raul, Pedro Paulo e Vavá (Cláudio); Procópio e Néco; Wilson Piazza e Dirceu Lopes (Zé Carlos); Natal (Almeida), Tostão, Evaldo e Hilton Oliveira.

O juiz foi Juan de la Passion Artóz, auxiliado por Valdemar Agneli e Bento Santos.

Nesse dia o Comendador Humberto D’Abronzo foi especialmente de Piracicaba até Araraquara para entregar o troféu à equipe grená. Estavam comigo na arquibancada Marco Antonio Rodrigues (hoje comentarista esportivo no arena SporTV e Luiz A. Cabau)

Que saudade!

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