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19 dez 2018

Livre-se dos vícios de comunicação

Alguns vícios, que talvez prejudiquem a qualidade da sua comunicação, podem ser eliminados com dicas bastante simples. Esses “ruídos” nem sempre são percebidos conscientemente e podem começar a participar da sua comunicação sem que você se dê conta da existência deles. Vamos analisar os mais comuns e sugerir alguns procedimentos para que possa eliminá-los.

Né?

Um né? Tudo bem. Dois, vá lá. Três ou quatro ainda podem ser suportáveis. Mas, usar o né? com freqüência, em quase todo final de frase, pode fazer com que as pessoas se irritem e se sintam desestimuladas a prestar atenção em suas palavras.
Estou falando do né? porque ele é o grande chefe de uma imensa família que inclui parentes como tá?, ok?, entende?, percebe?, tá entendendo? e outros agregados não menos votados tais como não é verdade?, fui claro?.

Ter consciência é o primeiro passo

Para eliminar os desagradáveis nés? da sua comunicação o primeiro passo é tomar consciência da existência deles. Embora não seja muito simples descobrir sozinho se o né? está entrando e interferindo na sua fala, com um pouco de atenção e boa vontade talvez você consiga perceber se já foi picado por esse bichinho inconveniente. Uma pessoa amiga poderá ser muito útil para ajudá-lo nessa avaliação, dizendo se você tem o hábito de dizer o né?. Entretanto, a melhor maneira de saber se usa ou não o né? constantemente é gravar por um tempo suas conversas nas situações mais íntimas e pelo telefone.
Assim, ao tomar consciência de que usa muito o né?, sempre que perceber a presença desse intruso na sua fala irá se sentir tão desconfortável que naturalmente passará a eliminá-lo.

A insegurança é um dos principais motivos

Se você estiver inseguro, a tendência é falar como se estivesse perguntando, mesmo nos momentos em que deveria fazer afirmações. A falta de segurança fará com que esteja quase sempre pedindo algum tipo de retorno ou de aprovação dos ouvintes. É como se você dissesse no final das frases: Estou me comunicando bem, né? Estou transmitindo a informação de maneira correta, né? Por isso, ao falar usando a entonação de quem está fazendo perguntas irá se valer do né? para encerrar as frases. Assim, sempre que perceber a entonação característica de pergunta na sua comunicação, quando deveria estar afirmando, procure mudar a maneira de falar e se expresse com afirmações.
É impressionante como essa atitude pode ser eficiente na eliminação do né?. Tive alunos que não conseguiam pronunciar duas frases sem usar o né? porque se expressavam com a entonação de quem perguntava. Com alguns exercícios simples de correção para alterarem a entonação e deixarem de falar como se estivessem perguntando em pouco tempo já tinham eliminado totalmente o vício.

ããããã – ééééé

Ele estava ããããã na escada do prédio e ããããã aí apareceu ããããã …Bem, você já deve estar irritado com esse ããããã, pois é assim mesmo que as pessoas se sentem quando ouvem alguém se expressando dessa maneira. Assim como você, ninguém teria paciência e interesse em ouvir uma história intercalada com esses ruídos.
Portanto, se você estiver falando assim, cuidado, pode estar perdendo a atenção dos ouvintes.
O nosso pensamento trabalha numa velocidade quatro vezes mais rápida do que as palavras. Por isso, às vezes, já sabemos o que vamos dizer, mas as palavras ainda não apareceram para identificar o que desejamos comunicar. Enquanto procuramos as palavras damos uma espécie de aviso de que o pensamento está pronto e que só falta externá-lo – aí é que entra o ããããã. É como se disséssemos assim: Eu sei o que quero dizer ééééé, ããããã. Se esses sons forem produzidos de vez em quando não há problema para a qualidade da comunicação, ao contrário, podem dar até certa naturalidade à maneira de falar. Entretanto, se surgirem com muita freqüência acabam por comprometer a concentração dos ouvintes e fazer com que deixem de prestar atenção na mensagem.

Aqui o primeiro passo também é ter consciência

Assim como devemos agir no caso do né?, também com o ããããã o primeiro passo é tomar consciência de que o estamos usando com freqüência. Valem as mesmas sugestões já vistas: auto-avaliação, ajuda de um amigo e gravação de suas conversas mais íntimas. Tomando consciência de que o vício está presente, aos poucos passará a eliminá-lo.

Paciência é o grande remédio

Quanto mais você se pressionar querendo encontrar logo a palavra que irá corporificar seu pensamento, maiores serão as chances de que use o ããããã. Por isso, lembre-se sempre de que as palavras demoram um pouco mais para surgir, mas acabam aparecendo. Procure usar os momentos em que está esperando as palavras para ficar em silêncio absoluto, como uma pausa expressiva, que poderá ajudá-lo a criar maior expectativa sobre o que irá dizer, além de valorizar as informações que acabou de transmitir.
Siga essas orientações e dedique-se a eliminar alguns desses vícios que, de maneira geral, só atrapalham a comunicação.

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