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09 dez 2018

Loquacidade feminina

Reinaldo Polito

Houve uma época, não muito distante, em que as mulheres praticamente não falavam em público. Salvo uma ou outra heroína que tinha a ousadia de contrariar os costumes sociais, só paletó é que freqüentava a tribuna.

Somente nos últimos anos, depois que passaram a ocupar posições de comando nas organizações é que tiveram necessidade de falar em público com maior freqüência.

As mulheres sempre tiveram fama de “falar muito”, mas fora da tribuna.

Fico imaginando se a conferência que Aloysio de Castro fez há mais de 50 anos sobre a comunicação das mulheres tivesse sido proferida hoje. No mínimo não seriam apenas sutiãs queimados em praça publica.

Devemos considerar que as palavras desse brilhante acadêmico são fruto de uma época em que a cultura machista preconceituosa permitia esses comentários irônicos e “bem-humorados”.

Em 1953 ele falou diante de uma platéia de mulheres sobre “A loquacidade feminina”.

Em diversas partes da sua apresentação o orador brincou com a platéia e usou citações de pessoas renomadas, especialmente frases do Padre Manoel Bernardes, sem dúvida um dos homens mais brilhantes do Século XVII.

Em uma das passagens de sua conferência Aloysio diz: “Quanto tempo será necessário para uma mulher aprender a calar-se? pergunta o clássico Manoel Bernardes. Ei-lo que logo responde categórico: todo o tempo que for necessário para não ser mulher.”

Se você for mulher e estiver ficando furiosa, segura firme porque vem mais por aí:

– “Mas também há exemplo de divórcio por continuado silêncio do marido, como se diz de caso ocorrido na Inglaterra, em que o esposo, por cinco anos consecutivos, nem por uma vez dirigiu a palavra à consorte. Não lhe faltou boa razão perante o Tribunal: ‘Podeis crer-me, meritíssimo Juiz – nunca tive coragem de interrompê-la’”.

Mas, é verdade que as mulheres falam muito? Em matéria da Veja a ciência diz que sim. Pois, as mulheres têm várias regiões do cérebro relacionadas à linguagem verbal.

Elas usam de 6 mil a 8 mil palavras diariamente, enquanto os homens utilizam, no mesmo período, de 2 mil a 4 mil palavras.

Desconfio de que aqueles que estavam preparando as faixas para participar de uma passeata contra Aloysio de Castro e Manoel Bernardes já começam a pensar duas vezes antes de atravancar o trânsito na avenida.

Mas, falando ou não, nós homens as adoramos!

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