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21 mar 2019

Melantonio, meu mestre, maior

por Reinaldo Polito

Como aprender a falar melhor a partir do exemplo do Professor Oswaldo Melantonio

Eu tive um amigo que era extremamente tímido – ficava ruborizado só pelo fato de ser apresentado a alguém. Ele sofria muito por ser assim e me confidenciou que gostaria de mudar, de ser diferente, mais desembaraçado e comunicativo.
Procurei um meio de ajudá-lo e descobri que na Rua Bela Cintra, em São Paulo, havia o curso de comunicação verbal do Professor Oswaldo Melantonio. Eu nunca ouvira falar nesse tal professor e no seu curso, mas disseram-me que ele era muito competente e que poderia ajudar o meu amigo a combater sua timidez.
Uma quarta-feira à noite fomos assistir a uma aula de apresentação do curso para saber qual era a proposta do professor. Meu amigo gostou da aula, mas não teve coragem de continuar. Entretanto, eu, que não tinha a mínima intenção de participar de um curso que ensinava a falar em público, fiquei maravilhado com o que presenciei. Nunca na minha vida vira nada igual.
Naquela noite não conseguia dormir, ficava repassando mentalmente cada detalhe daquela experiência – os temas que foram abordados, a atmosfera daquela sala de aula tão simples, mas ao mesmo tempo tão envolvente, a inteligência, a cultura, a competência e o carisma daquele professor desconhecido para mim.
Foi uma noite que mudou minha vida. Durante muitos anos freqüentei aquela escola como aluno, depois como assistente e posteriormente como professor do curso.
O professor Oswaldo Melantonio é em si mesmo o próprio ensino da comunicação, e descrevê-lo é uma excelente oportunidade para mostrar técnicas que ajudam a falar melhor.
Reflita sobre cada um dos conceitos que serão analisados e procure praticá-los nas suas apresentações – você ficará surpreso com os excelentes resultados que poderá conquistar.
Embora o professor Oswaldo Melantonio esteja até hoje muito ativo, vou me referir sempre ao passado, porque estarei falando da época em que ele atuava como professor em seu curso de comunicação verbal.

Bochechas rosadas eloqüentes

Quando penso no Professor Oswaldo Melantonio, a primeira imagem que me vem à cabeça é a da sua figura sorridente, esfregando as mãos ao entrar pela porta da frente da sala de aula. Barba sempre bem-feita, terno impecavelmente passado, camisa branca de colarinho engomado, sapatos lustrosos e bochechas rosadas, reluzentes. Diante da sua figura, ninguém mais continuava falando, os alunos emudeciam em uma espécie de reverência àquele que tanto admiravam.
Sua figura era eloqüente e às vezes eu chegava a pensar que muito desse magnetismo era produzido pelas suas bochechas rosadas, que sobressaíam e davam mais vida ainda à sua expressiva fisionomia.
Posso afirmar que o Professor Melantonio era eloqüente o tempo todo – desde os momentos de maior arrebatamento, quando os temas viajavam entre a história, a política e a filosofia, passando pelos momentos mais plácidos (se é que placidez alguma vez esteve presente no seu comportamento), até os instantes em que estava em silêncio, apenas querendo ouvir e observar.

Mas, afinal, o que é eloqüência?

De que eloqüência estou falando? O que significa ser eloqüente?
É muito difícil definir eloqüência. É um desafio semelhante àquele de nos aventurarmos a definir amor, liberdade ou emoção – delineamos alguns conceitos, mas a cada tentativa descobrimos maneiras diferentes de falar sobre os mesmos sentimentos. Que digam os poetas! Assim nos comportamos diante da experiência quase sempre frustrada de explicar eloqüência.
Podemos sentir a eloqüência, interpretá-la, quase tocá-la, mas dificilmente conseguimos explicá-la ou defini-la, pois, embora possa parecer paradoxal, mesmo se materializando quase sempre por meio de palavras, está além delas.
Vemos uma pessoa se comunicando e podemos dizer que ela está sendo eloqüente ou não, mas nos perdemos nas tentativas de explicar com palavras porque a julgamos assim.
Às vezes o Professor Melantonio parecia ser eloqüente pela voz, em outros momentos pelos gestos, em outros ainda pelo olhar, permanentemente vivos por trás das lentes dos óculos, mas me surpreendia ao notar que sua eloqüência existia ainda no silêncio.
Vamos juntos mergulhar em mais essa aventura e tentar definir a eloqüência do grande mestre.
Alguns autores refletiram sobre esse tema tão apaixonante e seus conceitos talvez possam nos auxiliar.

Falando com alma
Mario Gonçalves Viana diz em sua obra A arte de falar em público que “eloqüência é a arte de falar com alma e com beleza, é a arte de expor com vivacidade e com justeza”.
Esse era um traço marcante da comunicação do Professor Oswaldo Melantonio, no qual podemos nos espelhar para nos tornarmos eloqüentes. Se falar com alma significa falar com as palavras que saem das profundezas do ser, como se a vida dependesse daquela mensagem, ele se expressava com alma; se falar com beleza pressupõe a linguagem correta, sem afetação, usando naturalmente o estilo elevado, ele falava com beleza; e, se expor com vivacidade e com justeza define a comunicação envolvente, disposta, energizada e ao mesmo tempo própria, pertinente e reta de princípios, ele se comunicava com vivacidade e justeza.
Observe esses conceitos, reflita sobre cada um deles e os introduza na sua maneira de falar. Será o primeiro passo para se transformar em um orador eloqüente.

A pintura do pensamento

Mas o mestre não era eloqüente apenas por esses aspectos, pois, quando falava, era possível ver o quadro que estava em sua mente. Pascal, citado nesta mesma obra de Viana, afirma que “a eloqüência é a pintura do pensamento”. Quando o Professor Melantonio, por exemplo, descrevia um debate de Carlos Lacerda, suas palavras e gestos davam contornos tão precisos à cena que os ouvintes tinham a impressão de que estavam sendo transportados para o local da discussão.
Coloque-se sempre no lugar do ouvinte, procure compreender a limitação, a experiência e a expectativa que ele trouxe para escutá-lo e use as palavras e os gestos que consigam mostrar de maneira viva e interessante o quadro construído pelo seu pensamento. Aja assim e estará fortalecendo ainda mais sua comunicação eloqüente.

O exemplo e a cultura

Finalmente, dois conceitos extraídos ainda de A arte de falar em público, que, pelo menos em parte, ajudam a compreender porque esse que foi o maior professor de comunicação verbal, nos 50 anos em que esteve atuando, era tão eloqüente. Um é de La Bruyère, que defende ser “a eloqüência o dom que nos torna senhores do coração e do espírito dos outros”; o outro é de Barboux, que argumenta que “a eloqüência é um produto maravilhoso da cultura”, e esclarece: “As belas-letras, a história e a filosofia são materiais que o orador acumula para futuros discursos”.
Quanto a ter o dom para se tornar senhor do coração e do espírito dos outros, este texto é uma prova do poder do mestre, pois agora, após quase 30 anos, estou aqui falando dessa pessoa que me inspirou tanto. Já Barboux parece ter assistido às suas aulas para fazer esse comentário, pois, além de ser excelente professor de história e escritor destacado, o professor Melantonio era também um apaixonado pela filosofia e, quando falava, toda essa cultura impregnava seu discurso com citações, ilustrações e exemplos, nascidos ali diante dos ouvintes maravilhados.
Para que seja o senhor do coração e do espírito dos outros, você só terá um caminho – o do exemplo. Faça com que suas palavras encontrem sempre, o tempo todo, respaldo nas suas atitudes e ações. Empenhe-se para que a coerência seja sua marca registrada e permita aos ouvintes confiarem sem restrições em suas palavras.
Jamais deixe de estudar e de se aprimorar. E, conforme está fazendo agora, ao ler este texto, não se limite apenas aos assuntos de sua especialidade. Abra a vida para novas possibilidades de aprendizado e seja um ser cada vez mais completo. Somente com essas atitudes você poderá pretender ser uma pessoa eloqüente.

Um oriundo coerente

Sabe-se que os italianos gesticulam bastante para falar. Como legítimo oriundo de italianos, o Professor Melantonio não poderia fugir à regra. Só que, no seu caso, a expressão corporal era tão coerente e harmoniosa com o conjunto da sua comunicação que podemos aprender a usar bem o corpo para falar a partir do seu exemplo.

A postura

Jamais vi o mestre em posição desleixada com as pernas. Não tinha o hábito, nem mesmo nos momentos de maior descontração, de ficar apoiado ora sobre uma delas, ora sobre a outra. Distribuía de maneira elegante o corpo sobre as duas pernas, mas sem rigidez. Não se apresentava de maneira humilde, tampouco arrogante. Era correto. Movimentava-se com freqüência de um lado para o outro no tablado, que funcionava como espécie de tribuna, sempre com objetivos determinados – ou para quebrar a monotonia da exposição, ou para dar ênfase e destacar informações importantes, ou para envolver setores da platéia e evitar que dispersassem.
Confessou-me muitos anos depois de encerrar suas atividades como professor que, ao ministrar aulas prolongadas, dias e dias seguidos chegava a sentir um certo desconforto nas pernas. Aí reside um outro grande mérito seu, pois, durante todo o tempo em que convivemos, nunca fez uma única reclamação nem demonstrou qualquer tipo de cansaço.
Aplique-se neste aspecto da comunicação e tenha em mente que a elegância da postura começa pelo posicionamento das pernas – quanto mais bem posicionado estiver com as pernas (lembrando sempre que deverá ser sem rigidez), mais correta e eficiente será a postura como um todo.
A exemplo do mestre, se sentir dores ou algum tipo de desconforto, não demonstre ou comente com os ouvintes – guarde o segredo para você e deixe que eles prestem atenção apenas na mensagem.

Os gestos

Se observássemos sua comunicação gravada em vídeo sem som, os gestos poderiam parecer um pouco exagerados. Mas quando a imagem voltasse a ser acompanhada da voz, toda a comunicação passaria a ser coerente. Os gestos, quase sempre enérgicos, estavam em perfeita harmonia com o volume, o tom e a inflexão da voz, com o sentido e especialmente com o sentimento da mensagem. Quando se expressava de forma mais contundente, o gesto era mais vigoroso e, nos momentos em que se apresentava de maneira mais suave, a expressão corporal era mais moderada.
Havia momentos em que a comunicação do semblante era tão expressiva que praticamente não gesticulava, complementando e enfatizando a mensagem com os olhos e…suas bochechas rosadas.
Ao conversar com o Professor depois das aulas, sempre cercado pelos livros da sua imensa biblioteca, era possível notar o mesmo comportamento harmonioso e coerente que apresentava na tribuna.
Esse é o segredo: gesticule nas situações formais da mesma maneira como se expressa no seu cotidiano. Assim tornará sua comunicação harmoniosa e natural. E poderá ainda descobrir que a falta ou o excesso de gestos que imagina possuir é na verdade fruto da sua característica, coerente com seu estilo.

A voz

O Sermão da Sexagésima*, pregado pelo Padre Vieira na Capela Real em 1655, talvez seja a mais notável aula de oratória de que se tem notícia. Nesse sermão, Vieira dá um puxão de orelhas nos padres, mostrando a eles os erros que cometiam nas suas pregações. Ao examinar cada uma das cinco circunstâncias dos pregadores (pessoa, estilo, ciência, matéria e voz), inclui entre elas a voz.
Quem já ouviu o Professor Melantonio falando irá se lembrar sempre de um brado forte que continuava mexendo com o ouvinte mesmo depois de encerrada a apresentação. Em época recente, ao visitar nossa escola, usou a palavra para falar diante de um público numeroso que lotava o auditório e, com o mesmo sorriso simpático de sempre, como se avisasse que já tinha a platéia na mão, dispensou o microfone, e empolgou a todos.
É esse mesmo brado que Vieira sugere aos pregadores: “E verdadeiramente, como o mundo se governa tanto pelos sentidos, podem às vezes mais os brados que a razão”, para, mais à frente, ao comentar o que levou Cristo a ser crucificado, dizer que Pilatos nada encontrara contra aquele homem que estava julgando, mas que o povo e os escribas bradavam do lado de fora para que fosse crucificado – “De maneira que Cristo tinha por si a razão, e tinha contra si os brados. E qual pode mais? Puderam mais os brados que a razão. A razão não valeu para o livrar, os brados bastaram para o pôr na cruz. E como os brados no mundo podem tanto, bem é que bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem”.
– Ah, Polito, mas hoje temos os sofisticados e sensíveis microfones que nos permitem falar com volume de voz moderado. Está certo e é verdade, mas veja o exemplo do mestre que, possuindo voz forte, preferiu falar sem o aparelho e, mesmo quando o vi utilizar o microfone, seu comportamento não foi muito diferente. Falou sempre mais alto do que seria suficiente para que as pessoas ouvissem. Afastava-se um pouco do microfone para que os ouvintes não se sentissem agredidos e soltava a voz.
Aí está a grande lição do mestre, avalizada por Vieira, e que não me canso de recomendar – fale um pouco mais alto do que seria suficiente para que a platéia possa ouvir. Assim, se tiver um público de 20 pessoas, fale como se fossem 50, se falar para 50 ouvintes, use o volume de voz como se precisasse ser ouvido por 80. Agindo assim, falará com energia e disposição, e demonstrará envolvimento e interesse pelo assunto que trata. E como conseqüência a platéia também estará mais interessada e envolvida com a mensagem.

A Paixão

Foram muitos anos ouvindo o Professor Melantonio falar e nunca o vi tratar de um tema pelo qual não estivesse apaixonado. Falava com paixão da esposa Margot, dos quatro filhos, dos pais, dos alunos, do Corinthians, do socialismo e da sua eterna e inseparável amante, a oratória.
O ouvinte podia até não concordar com ele, e às vezes não concordava mesmo, mas jamais deixava de respeitá-lo. Ele mesmo, sabendo da paixão com que abraçava suas idéias, costumava alertar a platéia: – Se não concordarem comigo não significa que estejam contra mim, mas sim a favor de vocês mesmos.
Também não tinha preocupação em mudar de opinião e ir contra uma causa que até pouco levantara como bandeira. E para essa atitude também tinha o argumento pronto: – Vergonha não é mudar de idéia, vergonha é não ter idéias para mudar. Essa era sua pregação às dezenas de milhares de alunos que preparou: – Apaixone-se por uma causa, não importa qual seja, a religião, a política, a família, o trabalho, a educação, enfim, apaixone-se por uma idéia que julgue valer a pena defender, estude e pesquise tudo o que puder saber sobre ela e passe a fazer sua pregação. Irá se tornar um orador imbatível. Pregava essa filosofia e dava o seu próprio testemunho, pois era o exemplo do que ensinava.
Mas, com a mesma veemência com que defendia suas causas, mostrava-se dócil e compreensivo com os mais frágeis, nunca usando o poder da sua comunicação para diminuir aqueles que se mostravam inferiorizados.

O Poder do Elogio

Fico constrangido quando vejo um político, por exemplo, elogiar algum destacado profissional da imprensa apenas por bajulação. Fala com aquela voz meio abafada, entre os dentes, que demonstra falsidade e interesse em ser simpático para quem sabe, no futuro, se não receber a reciprocidade com outro elogio, pelo menos não receber críticas.
De todas as qualidades da comunicação do Professor Melantonio, essa foi para mim a mais admirável. Fazia elogios em abundância e sempre de maneira sincera, sem mudar o tom de voz, não importando para quem fosse, desde um humilde aluno até as pessoas mais poderosas que o procuravam.
Seu estoque era inesgotável e o usava prodigamente de maneira apropriada e inteligente. Sabia que, agindo assim, estava conquistando os ouvintes, mas tinha consciência de que o fazia com sinceridade. Reconhecia qualidades em pessoas estranhas com a mesma naturalidade usada para enaltecer os méritos da família. O seu segredo era fazer elogios verdadeiros complementados com argumentos que comprovassem a veracidade do que dizia.
Que bela lição a ser seguida! Abra seu coração e passe a enxergar de maneira cada vez mais clara as qualidades das pessoas. Seja e pareça sempre sincero.
Apenas evite dizer que as pessoas que estão à sua frente são maravilhosas, pois poderá ser tomado por demagogo e bajulador. Se disser que são maravilhosas, explique por que pensa dessa maneira, quais os motivos que o levaram a ter essa opinião, dê exemplos que possam ser constatados.
Talvez não exista técnica mais eficiente para conquistar os ouvintes do que o elogio sincero. E todas as pessoas, individualmente ou em grupo, possuem qualidades – basta um pouco de boa vontade, observação e treino para que sejam identificadas.
Tenha essa atitude no dia-a-dia. Se notar que uma pessoa está bem vestida, com bom corte de cabelos, externe sua opinião. Se souber que alguém venceu um desafio, teve uma grande conquista, comemore com ele, fale do seu contentamento – sempre com sinceridade. Os resultados dessa conduta são espantosos.

Meu eterno mestre

Se alguém pegar carona no meu carro terá grandes chances de ouvir em um dos CDs que carrego uma aula do Professor Melantonio, que gravei ainda na época em que trabalhei como professor na sua escola. Se olhar atentamente na minha biblioteca, encontrará um enorme livro de capa preta, em que encadernei as apostilas do seu curso no período em que fui seu aluno. Se assistir às minhas aulas, ou às minhas palestras, se já tiver tido algum contato com o mestre, ficará surpreso com a semelhança do estilo e da maneira de falar.
Sinto orgulho de ser seu discípulo e seguidor do seu trabalho. Tive muita sorte em tomar a iniciativa naquela longínqua quarta-feira de levar meu amigo tímido para conhecer sua escola.
No lançamento do meu livro Um jeito bom de falar bem, que dediquei a ele, tivemos um momento de grande emoção ao nos abraçarmos, pois mesmo sem dizer palavras sabíamos que em algum lugar no tempo que passou o destino tinha reservado algumas páginas comuns para a história das nossas vidas.
Espero que você tenha tido a sorte, ou ainda venha a ter, de encontrar uma pessoa que sirva de referência e de estímulo para suas realizações. Às vezes essa pessoa já existe e não nos damos conta – pode ser uma antiga professora lá do curso primário, um chefe, um amigo, um tio, enfim, alguém que com seu exemplo e orientação ajude-o a pegar o rumo da vida com as mãos firmes e o coração confiante.

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