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04 abr 2018

Não enrole. Vá direto ao ponto.

Se você não passou pessoalmente por essa situação, provavelmente, na vida corporativa já deve ter presenciado a cena. O chefe impaciente dizendo ao subordinado para não enrolar e ir diretamente ao ponto: “Essa enrolação toda não me interessa, quero saber quanto vai custar”.

 

O subordinado, meio sem jeito, tenta explicar, mas é interrompido de novo, só que de forma mais veemente: “parece que estou falando grego! Não temos tempo para conversa fiada, vamos diretamente ao ponto – me dê os números, diga quanto vamos gastar com a implantação desse projeto”.

 

É frustrante. Parece até uma desconsideração ao trabalho criterioso que o profissional empreendeu durante semanas, ou, em certos casos, até meses, para elaborar um projeto detalhado, prevendo todos os riscos, alternativas e possibilidades de sucesso. E, no fim, a única coisa que querem saber dele é quanto vai custar.

 

Para não passar pela mesma circunstância haja com inteligência e sensatez. Se existir a possibilidade de que os conselheiros da empresa, por exemplo, queiram saber logo o resultado final de um determinado estudo, atenda a esses anseios e vá diretamente ao ponto. Conte logo no início qual o resultado que desejam saber.

 

A partir daí você terá acalmado a ansiedade daqueles que irão tomar a decisão e poderá, com calma, explicar com detalhes como foi que chegou àquele resultado. É quase certo ainda que as mesmas pessoas perguntem como aqueles números apareceram. Nesse momento, como se precisasse falar apenas para responder à questão formulada, você fará todo o trajeto do estudo desde o princípio.

 

Tenha em mente que as pessoas que tomam decisões, quase sempre, são impacientes, ocupadas e precisam de informações objetivas. Não significa, entretanto, que não queiram ou não precisem saber dos detalhes de um estudo importante. Tudo deve ser informado no tempo oportuno. Invertendo a ordem da apresentação e revelando o resultado logo de início você estará se adequando a essa circunstância.

 

Portanto, o caminho deve ser este: conte logo no início da apresentação qual o assunto que irá expor e, ao mesmo tempo, revele o resultado final. Ah, se falar em custo, não se esqueça de informar também sobre os benefícios. Em seguida aguarde para ver se há alguma pergunta ou objeção ao que foi exposto. Geralmente há. Se as pessoas se mantiverem em silêncio, aí sim você diz que gostaria de explicar como chegou àqueles dados.

 

No fim você fará o que desejava – apresentar todo o percurso desde os levantamentos iniciais, os problemas que identificou, os estudos que realizou, os desafios que enfrentou e superou até a conclusão do trabalho. E sem dar a impressão de que esteja gastando tempo à toa ou enrolando com explanações desnecessárias. Vá direto ao ponto – um cuidado tão simples, mas que pode dar excelentes resultados.

 

Superdicas da semana:

– Conte logo no início sobre o que vai falar.

– Revele o resultado final do estudo ou do projeto.

– Responda às perguntas dos responsáveis pela aprovação do projeto.

– Se não houver pergunta, peça para explicar como chegou ao resultado.

– Não vacile. Sempre que puder vá direto ao ponto logo no início.

 

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Livros de minha autoria que ajudam a refletir sobre esse tema: “o que a vida me ensinou”, “Como falar corretamente e sem inibições”, “Assim é que se fala”, “Superdicas para falar bem” (também em audiolivro), publicados pela Editora Saraiva.

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