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19 dez 2018

Quando a ingenuidade ajuda

Pense nos antigos problemas que atormentaram sua vida. Por mais graves que tenham sido, de uma maneira ou de outra, você encontrou uma solução. Entretanto, quando surge um percalço novo renasce o desespero, pois parece que desta vez a vaca vai definitivamente para o brejo. Passado um tempinho , mais uma vez tudo se resolve. Na verdade, de novo, você descobre surpreso e aliviado que nem brejo existia. Nossa competência aliada a uma série de fatores, que nem sempre depende da nossa atuação direta, vai afastando a ziquizira e ajudando a virar a página. Thomas Malthus concebeu uma das teorias mais pessimistas de que se tem conhecimento. Segundo a tese cassandrística desse economista britânico a população cresce em progressão geométrica, enquanto a produção de alimentos aumenta em progressão aritmética. Se o malthusianismo tivesse vingado, não haveria programa do Fome Zero que chegasse para a sobrevivência da raça humana. Entretanto, à medida que o tempo transcorreu o homem foi encontrando saídas para essa espécie de apocalipse alimentar. Malthus estava enganado, pois as pessoas morrem de fome não por falta de alimento, mas sim por causa da sua péssima distribuição. Desde que o homem se conhece por gente essa é uma história que vai sendo reeditada. Quando nos vemos encurralados num beco sem saída, a necessidade nos obriga a encontrar um jeitinho de sobreviver.

Por esse motivo acredito que todo empreendedor precisa possuir uma boa dose de ingenuidade para ter sucesso nos seus negócios. Se, ao planejar um empreendimento, levássemos em conta todos os obstáculos e dificuldades que precisaríamos enfrentar, nossos planos dormiriam eternamente nos rascunhos. Como, entretanto, de maneira geral, ao projetarmos um negócio estamos nos primeiros estágios da nossa experiência empreendedora, nem de longe podemos supor as armadilhas que o futuro nos reserva. Somos ingênuos, graças a Deus. Pois é essa santa ingenuidade que nos impele a iniciar e a continuar com nosso sonho empreendedor. Como nossas contas no papel aceitam despesas baixas e polpudas receitas, julgamos que tudo será bastante simples e muito lucrativo. Com o passar do tempo, descobrimos que as despesas não são tão baixas e que as receitas são bem raquíticas. Mas, já que entramos na chuva e não temos como voltar, somos obrigados a encontrar soluções para problemas que nunca, nem remotamente chegaram a nos perturbar o sono. Pressionados pelas circunstâncias, cavamos novos nichos de mercado, prospectamos novos clientes, buscamos fornecedores diferentes que produzem com mais competência e a custos bem menores. Seduzimos investidores que trazem seu rico dinheirinho no momento em que mais precisamos. E assim, matando um leãozinho de juba espessa todos os dias, vamos tocando nosso negócio, que às vezes se torna muito bem sucedido. Se ao iniciarmos nossos planos, tivéssemos pensado na falta do capital, no preço impraticável dos fornecedores, na escassez dos clientes, jamais teríamos dado o primeiro passo e realizado um sonho, às vezes, até diferente daquele que nos motivou a pôr o pé na estrada. O único cuidado é não entrar em uma empreitada que se fracassar nos quebre para o resto da vida. Temos que ter a lucidez de medir a abrangência do risco que iremos correr. Agora, se percebermos que na pior das hipóteses o negócio poderá naufragar, mas também que será possível sobreviver à catástrofe e partir para outra, sem seqüelas, vamos em frente. Por isso, quando aparece alguém pedindo opinião sobre um projeto maluco que pretende implementar, eu nunca o aconselho a abandonar a idéia. Os exemplos são numerosos – me aplaudo de pé quando me lembro que fiquei quietinho ao ver aquele projeto sem pé nem cabeça, sem a mínima possibilidade de dar certo, transformado num case de sucesso.

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