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04 abr 2018

Sua comunicação deve ser um show

Se você tiver de falar em uma convenção de vendas para uma platéia de 500 vendedores, num hotel à beira da praia, e tentar passar uma mensagem com conteúdo profundo do princípio ao fim, suas chances de fracasso serão de dez para dez.

Se, por outro lado, em uma reunião para explicar resultados e definir o planejamento estratégico para o ano seguinte, diante de meia dúzia de conselheiros passar o tempo todo contando piadinhas e histórias engraçadas, suas chances de fracasso talvez mudem um pouco. Possivelmente, serão de onze para dez.

Peguei duas situações hipotéticas extremas para mostrar que o resultado de uma apresentação irá depender de como você adapta a maneira de falar à circunstância, ao contexto e, principalmente às características dos ouvintes.

Nas duas hipóteses você deveria ter a preocupação de deixar uma mensagem importante, só que a maneira de falar precisa ser adequada ao tipo de evento onde irá se apresentar.

A boa comunicação deve ser a conjugação bem dosada de conteúdo e espetáculo. Você deve “regar” o conteúdo com a quantidade ideal de espetáculo para que os ouvintes possam se interessar pela mensagem e para que o resultado da apresentação seja positivo e atinja os objetivos desejados.

Na primeira hipótese, a convenção de vendas, você deveria transmitir o conteúdo com uma grande dose de espetáculo. Essa não seria uma situação propícia para mensagens técnicas que exigissem concentração por tempo muito prolongado.

São eventos em que você deve resumir os pontos mais relevantes das informações que deseja comunicar e fazer o show para que os ouvintes fiquem interessados.

Já na reunião do conselho a expectativa dos ouvintes é a de receber o conteúdo com precisão e objetividade. Neste caso você deveria programar a maior quantidade possível de informações técnicas e o mínimo de espetáculo.

Não se esqueça, entretanto, de que mesmo sendo uma reunião de conselho você irá tratar com seres-humanos, que sempre precisam de um pouco de show para manter o interesse.

Você deve estar pensando que show é esse, já que, talvez, não tenha dons artísticos que pudessem atrair a atenção e manter o interesse de uma platéia. Garanto que você possui condições para dar o espetáculo de que precisa para ter sucesso em suas apresentações.

Pense bem – o que você sabe fazer que agrada as pessoas em suas conversas sociais, com amigos, colegas de trabalho ou pessoas da família? Você sabe contar histórias, piadas, ou fazer imitações? Você tem presença de espírito e sabe se valer de ironias finas para deixar o ambiente mais descontraído? Enfim, o que você sabe fazer de interessante?

São essas habilidades que você usa tão naturalmente no dia a dia que servirão de recurso para que possa dar o espetáculo na medida certa de acordo com as necessidades da circunstância e do tipo de ouvinte que terá pela frente. Você não precisará fazer nada diferente do que já sabe fazer, apenas usar um pouco mais ou menos de “tempero” para se adequar à situação.

Agora, uma informação interessante: você precisa ver a quantidade de alunos que já treinei e que me disseram que eram casos perdidos, pois não possuíam nenhum atributo que os tornassem estimulantes diante do público. Em quase todos os casos foi possível descobrir habilidades que estavam adormecidas, esperando uma boa oportunidade para serem exploradas.

A maioria não tinha consciência do que poderia produzir de positivo com sua comunicação. Outros, por comodismo, preferiam dizer que não sabiam fazer nada Só para não se exporem.

Talvez esse também seja o seu caso. Por isso, observe nas conversas que mantém com as pessoas mais próximas o que dá certo para mantê-las interessadas quando você fala. Mesmo imaginando a pior das hipóteses, posso garantir que sempre haverá tempo para aprender. Como dizia meu avô, ainda que seja como um remédio.

Comece contando histórias curtas para as pessoas mais próximas, de preferência da sua família. Vá aperfeiçoando a narrativa até sentir que possui pleno domínio do que irá contar, com começo, meio e fim.

Não precisa ser nada muito sofisticado, qualquer história curta e interessante poderá servir nessa fase de aprendizado. Quando já tiver dominado a primeira, parta para a segunda, para a terceira, até que consiga montar um repertório que o ajude a dar o espetáculo que suas apresentações precisam para ser bem-sucedidas.

Vale a pena investir no aprimoramento desses recursos que poderão garantir excelentes resultados para sua comunicação. Espero que descubra o que sabe fazer de melhor e passe a explorar esse potencial sempre que precisar falar em público.

 

Superdicas da semana:

– Descubra o que você sabe fazer de melhor e use em suas apresentações

– Treine contar histórias interessantes para amigos e pessoas da família

– Tudo o que agrada nas conversas informais poderá dar certo diante da platéia

– Saiba dosar o show de acordo com o tipo de ouvinte que terá pela frente

 

Livros de minha autoria que tratam desse tema; “Como falar corretamente e sem inibições” e “Superdicas para falar bem” (também em audiolivro), publicados pela Editora Saraiva.

 

Atenção – esta é a última semana que ministro palestras gratuitas sobre a arte de falar em público para apresentar meu novo curso. Inscreva-se no site (por favor, ponha o link como na semana passada – ficou ótimo)

 

 

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