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19 dez 2018

Vale a pena sonegar?

Alguns empresários gostam de viver perigosamente. Sonegam imposto imaginando que fazem um belíssimo negócio e que estarão sempre fora do alcance do fisco.
Está certo que a carga tributária no Brasil é uma das mais elevadas do mundo e que manter as atividades pagando todas as dezenas de taxas e impostos direitinho se transforma num desafio permanente. Entretanto, será que vale a pena se arrastar por baixo da jaula do leão e transgredir? Vejamos: Quem não pagar os impostos, não poderá manter o dinheiro sonegado em sua conta bancária. Vai precisar distribuir em contas de parentes e amigos. E agora com o controle a partir da cobrança da CPMF, vai precisar de um batalhão de gente para que os valores de cada conta não dêem na vista. E dinheiro nas mãos dos outros é certeza de problema. Assim que surgir uma dor de barriga financeira, a turma não terá o menor escrúpulo em sacar a grana. Afinal, a consciência deles não vai pesar, já que foi produto de sonegação. E problema financeiro é o que não falta na vida das melhores famílias! O sonegador deve ficar consciente também de que estará sempre nas mãos deles. No primeiro bate-boca a vizinhança toda saberá de cada um dos capítulos da sigilosa aventura. Haveria ainda a opção de guardar o produto da operação em dinheiro vivo, real, dólar, euro, ou outra moeda qualquer. Agora, guardar aonde? Num cofre de banco? Os ladrões estão cansados de saber que tudo o que roubarem desses cofres jamais será reclamado, pois se fosse dinheiro quente estaria depositado ou aplicado em operações normais. Em casa? Piorou. Porque além dos ladrões profissionais, a história contará com a participação especial dos gatunos de ocasião. Os empregados domésticos que não sejam tão ilibados, ou os eventuais prestadores de serviço de conduta semelhante acabam encontrando, mesmo que o esconderijo seja o colchão, a porta do guarda-roupa, o forno de um velho fogão, ou o teto da casinha do cachorro. Parece ironia, mas, nessas circunstâncias, o digníssimo proprietário do caixa dois vai ser roubado e ainda por cima torcer para que ninguém descubra – nem reclamar com a polícia vai poder. E antes que alguém resolva globalizar a peripécia fiscal é bom saber que acabaram as contas numeradas na Suíça.

Para quem ainda não ficou convencido, aqui vai mais: cada vez menos os fiscais precisam visitar as empresas para saber como andam as operações, pois tudo está sendo informatizado, com informações cruzadas automaticamente por programas aperfeiçoados e aprimorados dia-a-dia. Sem sair da cadeira, a fiscalização cruzará todas as declarações que a empresa está obrigada a entregar, como declaração dos débitos e créditos tributários, declaração do imposto de renda retidos na fonte, declaração das atividades imobiliárias, demonstrativo de apuração de contribuições sociais. Só para citar algumas. Ou seja, a sonegação vai exigir a montagem de um controle tão perfeito que será impossível deixar de dar uma vacilada. Vamos imaginar ainda que o empresário se dê a esse trabalho todo e consiga enganar o fisco. E aí? Vai fazer o que com o dinheiro se não poderá comprar nada com ele? Vai passar a vida comprando carro usado, passando escrituras de imóveis por preços menores? Haja vocação para clandestinidade! E se depois de toda essa mão-de-obra, o espertinho ainda for apanhado e comprovarem a intenção da fraude, vai morrer com uma multa de até 150% do valor apurado.
Por essas e por outras, talvez seja mais apropriado contratar um consultor competente e investir num bom planejamento tributário. Essa iniciativa poderá fazer com que a empresa, legalmente, pague menos impostos e seu proprietário deixe de se apavorar quando anunciarem a visita de uma fiscalização.

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