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04 mar 2018

Vergonha só atrapalha

Acabe com a vergonha e seja uma pessoa muito mais feliz. Esta conquista só depende de você. Aprenda quais são os segredos que poderão ajudá-lo a se livrar desse sentimento indesejável.

Antes de mostrar o caminho que você deverá seguir para aproveitar a vida de forma muito mais plena, conheça a história de uma antiga peleja pela ocupação do mesmo espaço.

Desde os primeiros momentos da humanidade existem duas velhas senhoras que nunca se bicaram. Com elas não há hipótese de bandeira branca. É só uma delas aparecer que a outra vira as costas, levanta acampamento e bate em retirada. Elas são a vergonha e a confiança.

É questão de sobrevivência. Uma só dá sinal de vida se a outra estiver ausente. Por estarem o tempo todo disputando espaço, elas se conhecem muito bem. Sabem exatamente onde estão os  pontos fracos e os flancos mais vulneráveis da adversária.

Essas eternas inimigas são onipresentes. Por isso, transformam todas as pessoas, de todos os cantos do mundo, em seu campo de batalha. Como não há exceção, desde que nasceu você também serve de arena para o duelo entre as duas.

Embora vivam em eterna disputa, não se confrontam diretamente. Elas só aproveitam as melhores oportunidades para tomar conta do território. As velhas rivais possuem o mesmo poder, a mesma força e a mesma resistência. A diferença entre elas está na estratégia adotada para as ações de combate.

Enquanto a confiança, para se instalar, depende de você para recrutar aliados bons de briga, a vergonha conta com o apoio de voluntários que compõem uma tropa de elite da pesada.

A ação de ataque da vergonha é conhecida. Ao primeiro sinal de fraqueza ela surge de mansinho, como quem não quer nada, e passa a comandar cada uma de suas ações.

De repente, sem você se dar conta, as bochechas ficam vermelhas, os olhos se voltam para o chão, os dedos das mãos se entrelaçam e a voz perde o vigor. São os sinais evidentes de que  a “senhora sorrateira” acaba de chegar.

Ao sentir que ela se alojou em você, sua reação natural é tentar de todas as formas se livrar do sentimento desconfortável. A confiança, que seria a única defesa eficiente para socorrê-lo, como não suporta a presença da vergonha, e não se vê protegida pelos aliados que você deveria ter providenciado, está longe do seu alcance.

Com a vergonha não dá para vacilar. Você precisa trabalhar o tempo todo para impedir a sua presença. Essa “Madame” é traiçoeira. Ela tem cara de boazinha, mas de gente fina mesmo só tem a aparência. O trabalho dela é feito nos  bastidores aliciando cúmplices para se dar bem nas investidas que faz.

Seus companheiros poderosos são nossos conhecidos: menosprezo, fracasso, humilhação, censura, desdém, crítica e inadequação. Todos os componentes desse bando foram muito bem treinados para que a vergonha seja bem-sucedida e tome conta de você.

Por isso, se essa força-tarefa bater à sua porta e você se sentir envergonhado, convoque sua guarnição de combate para permitir que a confiança o proteja e o liberte desse sentimento negativo.

E aja com determinação, já que em determinadas situações a vergonha encontra um cantinho tão aconchegante que passa a ser hóspede permanente.

A vergonha é matreira. Por ser indesejável e repudiada, ela vive sempre espreitando, aguardando a melhor oportunidade para convocar seus cupinchas para atacar.

Já a confiança, por ser tão desejada, fica na dela esperando ser cortejada. Para estar ao seu lado ela exige a presença de uma guarnição de primeira: preparo, experiência, humildade, tolerância, trabalho, persistência, autoconhecimento, personalidade, entre inúmeros outros atributos.

Vale a pena desenvolver e aprimorar cada vez mais essas qualidades para conquistar a confiança, pois poucas coisas na vida lhe darão mais prazer e o tornarão mais realizado do que ser uma pessoa confiante.

Com ela ao seu lado você pode fazer praticamente tudo o que desejar: conversar com desenvoltura e desembaraço, participar com muita competência das reuniões e dos debates, apresentar com eficiência projetos e produtos, participar de forma admirável de entrevistas em emissoras de rádio e televisão, fazer palestras excepcionais, persuadir e convencer as pessoas nos processos de vendas e de negociações, liderar e motivar equipes.

A confiança não é um objetivo distante e inatingível. Ela participa da sua vida desde que você nasceu. Durante a infância você se acostumou a viver num mundo onde tudo parecia ocorrer normalmente –  havia coerência entre os fatos, os acontecimentos obedeciam a uma seqüência determinada, tudo se encaixava de maneira harmoniosa. Enfim, era possível acreditar neste mundo e não havia motivo para não ser dependente dele.

Essa segurança fez com que você julgasse que esse “conforto” seria sempre mantido. A vida, porém, nem sempre é assim tão linear. Ao se deparar com situações que frustram aquelas expectativas de viver num mundo coerente, sem surpresas, você se sente inadequado e a confiança é abalada. Você deixa de confiar nas pessoas e naquele mundo “certinho” que acreditava existir.

Você se dedicou a existência toda e continua empenhado para ter uma história de vida e construir uma biografia da qual possa se orgulhar. Se por qualquer motivo essa narrativa de vida for violada e você não puder se mostrar ao mundo como gostaria que as pessoas o vissem, ficará envergonhado.

Quanto mais você se sentir obrigado a proteger seus valores, sua imagem, suas conquistas, sua trajetória, mais estará sujeito às investidas da vergonha, pois quanto mais possuir e mais necessitar preservar o que amealhou, mais terá a perder.

Quantas pessoas que conquistaram fortuna, reputação, poder, fama, respeito social, tiram a própria vida depois de experimentarem um fracasso! Essa decisão extrema é tomada porque não suportam a vergonha de serem vistas pela sociedade como perdedoras ou fracassadas.

Cuidado, todavia, para não confundir vergonha com um outro sentimento bastante parecido que é a culpa. Embora guardem semelhanças e disputem o mesmo espaço eles têm origem distinta  e características peculiares.

Se você perceber que de alguma forma sua integridade foi violentada, quem bateu à sua porta foi a vergonha. Se, entretanto, você concluir que errou na maneira de agir, a visitante foi a culpa.

Independentemente de quem o visite, a melhor defesa será sempre a confiança.

Cultive  a confiança e deixe-a o tempo todo ao seu lado. Assim, a vergonha, a culpa ou qualquer outro sentimento semelhante ficarão distantes de você.

 

Superdicas da semana:

– Combata a vergonha desenvolvendo a confiança.

– Invista no preparo, adquira experiência, seja humilde, tolerante e trabalhe muito.

– Aprenda todos os dias a se adaptar a um mundo em constante mudança.

– Faça da confiança seu escudo contra a investida de sentimentos negativos.

 

Livro de minha autoria que tratam deste tema “Como falar corretamente e sem inibições” e “Vença o medo de falar em público”, publicados pela Editora Saraiva.

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