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19 dez 2018

Motivando equipes de sucesso

Alguns gerentes, supervisores e até diretores ainda vivem na pré-história da comunicação e pensam que motivar uma equipe é fazer barulho e sair dando bordoada para todo lado. Conheci um gerente de vendas que se orgulhava de saber motivar seu pessoal. Sua tática revolucionária consistia em convocar as vítimas às sete da matina para dar pulinhos e gritos de guerra durante meia hora – iiiaaa, iiiaaa. E não era empresa japonesa! Na hora de passar a régua e fechar a conta no final do mês, o resultado era um espanto. Reunião na mesma bate hora, relatório nas mãos e só o gerente gritava – iiiaaa, iiiaaa, cambada de incompetentes, bando de vagabundos! Amanhã quero todo mundo aqui bem cedinho para fazermos uma revolução nesses números medíocres. E no dia seguinte lá estava ele com o esquema infalível dos pulinhos e gritos para, na melhor das hipóteses, manter os resultados do último mês. Não que uns gritos de guerra não funcionem, quando acompanhados de um programa motivacional bem planejado. Conheço grandes empresas que adotam o recurso dos gritos de guerra como parte e complemento de um projeto amplo de motivação para o pessoal de linha de frente com excelentes resultados. Independentemente do método a ser adotado, com ou sem gritos, qualquer programa de motivação para ser implantado com sucesso requer em primeiro lugar um processo de comunicação eficiente. É preciso saber antes de tudo quais são as necessidades, carências e aspirações do grupo. Erra quem pensa que o dinheiro é a única alavanca que move uma equipe. Antes que seus olhos brilhem e sua muquiranice venha à tona, imaginando que já pode fechar o cofre e ficar ultrapassando metas só na base da conversa, observe que estou dizendo que não é a única fonte de motivação, mas lembre-se de que sem ela com certeza a máquina vai emperrar. Descubra quais são as aspirações do grupo. Estão à procura de segurança, de realização profissional, de prestígio social? Um bom exemplo é a seleção brasileira de vôlei: não existe dinheiro no mundo que substitua o sentimento de realização desses jovens atletas.Alguém está com aquele olhar de Greta Garbo, apaixonado e pensando na namorada, na esposa, na família? Veja o que ocorreu com o Ronaldo Fenômeno. Há pouco tempo parecia uma pipa roliça andando em campo. Foi só aparecer um belo rabo-de-saia que a vida mudou. Agora está mais magro, lépido, sorridente, fazendo um gol atrás do outro e pondo o pulso na testa para comemorar com a namorada. O próprio Parreira já afirmou que a Cicarelli é o melhor preparador físico que o craque poderia encontrar. Será que o sonho do profissional é a religião, a política, o poder? Se esse for o objetivo de vida, não significa que a pessoa queira abandonar o trabalho para se dedicar a outra carreira. Pode ser que sua vontade seja a de ter representatividade no grupo, ajudar a comandar, participar da elaboração dos projetos. Ora, se ele tiver competência e existir meios de ajudá-lo a realizar essa vontade, por que não aproveitar a oportunidade e fazer com que todos ganhem com a mudança?! Não existe nada mais sábio do que o velho ditado popular, “pimenta nos olhos dos outros é refresco”. De nada adianta só culpar a equipe pelos resultados ruins. Nem sempre falta vontade e dedicação aos profissionais. Se os coreanos chegaram ao país concorrendo com produtos de melhor qualidade e com preço inferior, não há equipe motivada que salve a empresa da falência se outras atitudes não forem tomadas. Em situações semelhantes vale mais o espírito de cumplicidade, trocando idéias como parceiros interessados em encontrar soluções. Assim, todos ficam comprometidos e se sentem responsáveis pelo resultado. E se conseguirem dar uma virada na mesa, se sentirão orgulhosos de terem participado do projeto vencedor. É dessa forma que se motiva uma equipe, conhecendo as aspirações e necessidades dos profissionais e dando a cada um dos profissionais a chance de contribuir para o resultado da empresa. Assim, os gritos de guerra serão substituídos pelas comemorações, isto é, passarão do iiiaaa para o iiiuuupiii!

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