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19 dez 2018

Convite para falar em público? E agora?

Reinaldo Polito

Você recebe convite para fazer uma palestra e fica em dúvida se aceita ou não o desafio. Pede um tempo para pensar, mas à medida que transcorrem os dias, mais inseguro você fica. É uma tortura que tira a tranqüilidade, pois se você aceitar e não se sair bem poderá comprometer sua reputação. Entretanto, é uma oportunidade que não poderia ser perdida, pois talvez seja excelente chance de abrir espaço para novas conquistas profissionais.

Dúvidas como essa estão entre as maiores preocupações do orador, já que, normalmente, as incertezas são as grandes responsáveis pela insegurança de quem se apresenta em público. Por isso, vou tratar de certos temas que produzem dúvidas, e sugerir algumas condutas para que você possa tomar a melhor decisão.

Devo usar o microfone?

É comum ouvir pessoas dizendo que não gostam de usar microfone. Há oradores que se sentem inibidos diante do microfone, por isso preferem dispensá-lo.

Se você julgar que o ambiente possui excelente acústica e que sem forçar a voz poderá falar sem microfone, não haverá problema em dispensá-lo. Entretanto, se tiver de fazer algum tipo de esforço para ser ouvido em todos os cantos do auditório, não hesite em recorrer a ele.

Percebo também que alguns preferem falar sem microfone apenas porque não sabem como manuseá-lo. Se você tiver essa dificuldade, invista alguns poucos minutos para aprender como regular a haste para que o microfone fique na altura adequada, um pouco abaixo da boca, mais ou menos na direção queixo. Sabendo como se posicionar corretamente diante do microfone, você se sentirá mais à vontade e passará a contar com esse recurso para ajudá-lo a se sair bem em suas apresentações. Dê preferência aos microfones que permitem que você se locomova diante do público, como os de lapela ou head-set.

Devo escrever para treinar?

O risco de quem escreve o que pretende dizer é o de tentar decorar palavra por palavra toda a apresentação e, por isso, ficar artificial. Sugiro que você use um desses dois métodos:

Anote os pontos mais importantes. De posse dos itens mais importantes na seqüência da apresentação, você poderá treinar usando suas próprias palavras para desenvolver a mensagem, tendo a cautela de exercitar as frases usando palavras diferentes. Assim, na hora de falar diante do público, não ficará preso às palavras, mas sim ao conteúdo da exposição.

Escreva como você fala. Se você falar algumas vezes sem anotações e depois escrever da maneira como falou, evitará o risco de ficar artificial, pois suas anotações corresponderão à forma espontânea como você costuma se expressar.

Devo cumprimentar todos que estão na mesa diretora?

A não ser que precise atender a um protocolo muito rígido, se a mesa diretora for muito grande, com mais de 10 pessoas, evite cumprimentar um a um todos os seus componentes, pois essa atitude poderia fazer com que os ouvintes se desinteressassem pela sua apresentação já no princípio.

Diante de mesas diretoras muito numerosas você tem duas boas saídas:

Cumprimentar todos ao mesmo tempo. Por exemplo: “Autoridades que compõem a mesa de honra. Senhoras, Senhores, boa noite”. A partir desse rápido cumprimento já poderia partir para a introdução da fala.

Eleger um dos componentes. Nesse caso você cumprimenta apenas a pessoa mais importante da mesa diretora e estende os cumprimentos aos demais. Por exemplo: “Excelentíssimo Sr. Governador Maurício Dutra Sobrinho, e ao cumprimentá-lo estendo os cumprimentos a todas as autoridades que nos honram com sua presença. Senhoras, Senhores, boa noite.” Em seguida você já estaria pronto para iniciar sua exposição.

Lembre-se, entretanto, de que se o evento tiver objetivos políticos, como as pessoas comparecem normalmente com a finalidade de ouvir o próprio nome ser mencionado, não feche os olhos a essa realidade. Nesse caso, cumprimente todos os componentes da mesa diretora e, se possível, destaque também as outras personalidades presentes na platéia.

Devo contar piadas?

Uma piada engraçada, contada com inteligência, às vezes, tem o poder de motivar a platéia a acompanhar com mais interesse uma apresentação. Entretanto, tenha certeza de que você sabe contar bem uma piada. Para fazer o teste comece contando piadas para os amigos e familiares, se nem ele acharem graça, esqueça dessa história de piadas e recorra a outros recursos para conquistar os ouvintes. Se concluir que as suas piadas são boas e que as pessoas gostam de ouvi-las, evite o exagero.

Lembre-se de que a piada deve ser um complemento da apresentação, e não se transformar no próprio discurso. A piada deve ser contada como ilustração, ajudando os ouvintes a compreender e a guardar a mensagem com mais facilidade. Serve também para distrair a platéia e fazer com que permaneça atenta à seqüência da exposição. Porém, evite contar piadas no início da apresentação, pois de maneira geral este é um momento de muito nervosismo e insegurança, e se a piada que você contar não provocar no público a reação que você espera, poderá ficar ainda mais desestabilizado diante dos ouvintes e até comprometer o resultado da exposição.

Devo permanecer atrás da tribuna?

Não é porque alguém determinou que sua apresentação deveria ser feita atrás de uma tribuna que você não possa se movimentar. Se depois de algum tempo de exposição, o fato de você pegar o microfone e se locomover até a frente do palco para se aproximar dos ouvintes poderá mudar o foco de atenção do público, com boas chances de manter e até de aumentar a atenção da platéia. Por isso, a movimentação é recomendada desde que tenha por objetivo dar ênfase a determinada informação, ou fazer com que as pessoas se concentrem ainda mais na mensagem.

Entretanto, se você se movimentar apenas por se movimentar, sem nenhuma finalidade, correrá o risco de passar idéia de desconforto e insegurança aos ouvintes. Especialmente diante de grandes platéias, que requer fala mais emocional, a movimentação poderá ter influência decisiva no resultado da apresentação.

Essas são apenas algumas dúvidas levantadas com freqüência por aqueles que precisam se apresentar em público. Mas, como você percebeu, tudo dependerá sempre de bom senso e um pouco de reflexão para que a decisão mais acertada seja tomada. Cultive o hábito de observar como os oradores bem-sucedidos se comportam e aproveite os exemplos deles como ensinamento para suas futuras apresentações.

No entanto, siga sua própria intuição quando julgar que mesmo contrariando o que aprendeu poderá ser o melhor caminho a ser seguido. Não se esqueça de que a responsabilidade pelo sucesso ou pelo fracasso das apresentações que fizer será sempre sua, por isso, decida-se pelo que entender mais conveniente para você.

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