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09 dez 2018

Durma-se com um barulho desses

por Reinaldo Polito

Se você fizer uma apresentação com problemas de som, pode ter certeza de que por melhor que seja o resultado, no máximo ele será sofrível

Sua comunicação tem um inimigo perigoso. Ele está sempre rondando, a espera de uma vacilada para atacar e comprometer a apresentação que você preparou com tanto cuidado – é o som. Se você fizer uma apresentação com problemas de som, pode ter certeza de que por melhor que seja o resultado, no máximo ele será sofrível ou razoável.

Se compararmos a qualidade do som hoje, com os irritantes chiados de alguns anos atrás, vamos constatar que as aparelhagens passaram por um aprimoramento excepcional, mas nada ainda que possa dar tranqüilidade a um palestrante.

Dá para contar nos dedos os ambientes equipados com bons aparelhos.

A improvisação é tamanha que só falta encontrar microfone amarrado com barbante ou fitas adesivas. Na verdade não falta, pois, algumas vezes, eu mesmo já fui vítima desses penduricalhos.Quando chego para fazer uma palestra e vejo aquelas caixinhas desbotadas, com fios pendurados por todos os lados, sinto um frio na espinha porque, por mais otimista que eu queira ser, sei que a chance de enfrentar problemas será enorme.

E por mais experiência que você tenha, dificilmente irá se livrar do bendito “xá-comigo” – aquele curioso que aparece em dia de evento para quebrar o galho do palestrante. E o duro é que você teve o cuidado de telefonar para o responsável pelo evento expondo sua preocupação com a qualidade do som, e ele, prontamente, havia garantido que tudo já fora devidamente providenciado. Você, crente, acreditou, só que na cabeça dele, providenciar significa combinar com o carinha do som para que ele estivesse presente no horário do evento.

Não caia nessa armadilha, pois não bastará apenas que providenciem a aparelhagem de som e o operador, mas sim que tudo seja criteriosamente testado com antecedência. Mais do que pedir para que façam o teste, procure você pessoalmente, ou alguém de sua confiança, testar tudo que puder, como volume, tamanho do fio, pedestal, acústica, retorno, nível de ruído, regulagem de grave e agudo de acordo com a característica da sua voz, enfim, verifique se está funcionando da maneira como você gostaria que estivesse.

Fique atento ao retorno do som, porque se ele for deficiente você tenderá a falar mais alto para ouvir melhor o que está dizendo, e com esse volume excessivo, em apresentações mais demoradas, particularmente em grandes ambientes, com problemas acústicos, a chance de que fique cansado, com dificuldade para respirar e até rouco aumenta de forma bastante acentuada.

Quanto aos microfones, você ouvirá quase sempre a seguinte pergunta: O senhor vai usar o de lapela? E lógico que a tendência será responder que sim, porque, de maneira geral, alguns desses microfones funcionam muito bem. Eles possibilitam que você se movimente diante do grupo e se apresente com as mãos livres para gesticular, segurar anotações, laser pointer e outros objetos que precisar.

Entretanto, tome cuidado, pois nem todos os modelos possuem a mesma qualidade. Posso afirmar que a maioria dos microfones de lapela não são tão bons para captar a voz quanto aqueles tradicionais, com ou sem fio, que já nos acostumamos a ver presos nos pedestais, ou livres nas mãos.

Se usar um microfone de lapela, que é um dos mais comuns, procure prendê-lo na sua roupa em um local mais próximo da boca que puder, e, se ainda assim notar que o som é deficiente, não hesite em substituí-lo por um modelo tradicional, que geralmente apresenta melhores resultados. A melhor opção, entretanto, é o microfone tipo head-set, que a exemplo do de lapela permite que você se movimente pela sala e por estar sempre próximo da boca capta e transmite o som com melhor qualidade.

E aqui vai uma dica de quem já enfrentou todos os tipos de problemas com som que se possa imaginar: Após realizar os testes e tentar todos os acertos, se perceber que os problemas irão continuar, e tiver que falar num ambiente que não seja tão amplo, mais ou menos até cem ou cento e vinte pessoas, ponha o peito para funcionar e dispense o microfone. Talvez você tenha até que reduzir um pouco o tempo da apresentação para não se cansar muito,nem prejudicar a voz, mas verá que falar sem microfone, nessas circunstâncias, será muito melhor do que sofrer com aparelhos que mais atrapalham do que ajudam.

O head-set tem sido uma opção tão boa que se você tiver de fazer apresentações com freqüência, sugiro que providencie um só para seu uso pessoal. Como nem sempre ele se adapta à aparelhagem de som aonde você irá se apresentar, monte também um kit com plugs, cabos, adaptadores, e tenha a segurança de contar com um aparelho que lhe dará tranqüilidade e segurança para fazer bem suas apresentações.

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