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03 jul 2018

Capriche no golpe final

Cuidado! Você poderá ser derrotado num confronto de idéias mesmo que sua causa seja a melhor. A história nos mostra que projetos que tinham tudo para ser vitoriosos fracassaram pela inabilidade dos seus defensores. O contrário também pode ser verdadeiro – uma idéia não tão boa, desde que exposta de forma correta e habilidosa, poderá superar outra de melhor qualidade. Por isso, antes de se lançar ao ataque para combater a argumentação contrária saiba bem como agir e aumente suas chances de sucesso. Quando você precisar contestar uma idéia oposta a situação mais comum é que a outra parte apresente argumentos de qualidade diferente uns dos outros. Alguns poderão se excelentes, outros bons, outros apenas razoáveis e talvez um ou outro até bastante frágil. Independentemente da ordem em que tenham sido apresentados, ao contestá-los você deverá organizá-los numa seqüência que torne sua atuação mais eficiente.

É normal que logo nos primeiros instantes procuremos atacar os flancos mais vulneráveis do nosso opositor e que, por esse motivo, o alvo inicial sejam os argumentos de pior qualidade. Entretanto, esses argumentos que naturalmente são mais fáceis de derrotar, quase sempre funcionam como espécie de armadilha para nossa impetuosidade. Julgamos que essa vitória inicial nos colocará em vantagem diante do nosso oponente e que teremos maiores possibilidades de sucesso. Ocorre que essa ilusão precipitada é enganosa e pode afastar a oportunidade de nos tornarmos vencedores. Pense bem, o poder do oponente não está nos argumentos frágeis. Assim, se eles forem destruídos logo no início nossa vantagem será mínima, já que a linha de argumentação mais consistente da parte contrária continuará preservada. A melhor estratégia, portanto, é reprimirmos esse ímpeto quase instintivo de destruir os argumentos mais frágeis no princípio, deixando-os para o final. Dessa forma, inicie combatendo rapidamente os argumentos mais fortes no início, mesmo sabendo que talvez eles não possam ser destruídos, e vá atacando os de qualidade menor até chegar ao mais frágil. Não é difícil deduzir que nesse momento, ao atacar o argumento mais frágil, você contará com sua maior chance de se tornar vitorioso. Ainda que não tenha conseguido vantagem no combate aos argumentos anteriores, ao destruir o último, o de pior qualidade, dará a impressão de que assim como este foi destruído todos os outros também o foram. Isto é, assim como seu oponente mentiu ou se enganou com relação a este argumento, também mentiu ou se enganou com relação aos demais. Lógico que será difícil medir a qualidade dos argumentos no momento em que o confronto estiver sendo estabelecido, por isso, esse estudo deverá ser feito antecipadamente, analisando com o maior cuidado possível o peso de cada um dos argumentos que serão usados contra sua causa. Assim, você deixará para o momento do debate o mínimo de possibilidade de surpresas, que se surgirem o encontrarão mais bem preparado para avaliar o momento adequado para se defender. Não se esqueça de que o último ataque deverá ser a ação que poderá levá-lo a vencer o confronto com seu oponente. Por isso, capriche no golpe final.
Esses e outros conceitos são desenvolvidos no curso de expressão verbal ministrado pelo Professor Reinaldo Polito.
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“Terminantemente proibida a reprodução sem autorização expressa do autor”

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